Mensagem de Babara Kisop sobre EPT OA AWARD 2011
É com satisfação que publico abaixo mensagem encaminhada a mim por Barbara Kisop do Electronic Publishing Trust – EPT sobre o resultado que foi publicado hoje do EPT OA Award 2011. No ultimo dia 30 de novembro me inscrevi a este prêmio à convite da própria Barbara. O ganhador deste prêmio foi Dr Francis Jayakanth do National Centre for Scientific Information, Indian Institute of Science, Bangalore, India. Ao Dr. Francis Jayataknth os meus parabéns pelo prêmio.
Segue a mensagem:
Dear Helio,
I wish you all good wishes for 2012 and hope that your life is happy and your work as productive as ever.
This is just to tell you that tomorrow the EPT will be announcing the winner of the 1st Award to individuals who have made a major contribution to the progress of OA, and to say that although we selected someone other than yourself, we are and will remain hugely impressed with the work you have carried out in Brazil. All of us on the judging panel agree that you have achieved such a lot and we hope to hear of even greater achievements in 2012!
Selecting a winner was exceedingly difficult as we received nominations both for people who had been around for a long time and who had much institutional and government backing, as well as for individuals acting entirely on their own, ‘making a start’ in their regions/institutes. We have been much impressed by how much is happening around the world, having received nominations from 17 countries as far apart as Azerbaijan and Zambia. I am sure your own work will have inspired and reassured others and will continue to do so. You should know that you were very high on our list of possible winners, and I hope it will encourage you to know this. You were up against a strong field and we wished we could have chosen so many nominees!
I am pleased to tell you that the EPT is going from strength to strength, with a new Chair, Treasurer and Secretary. This means that at 83 I am able to take a back seat, though I will always be contributing to the EPT efforts as I am able. It has been a great pleasure to work with so many wonderful and dedicated people.
It is good to know you are back in Brazil. Please let me know how you are doing, Helio.
HAPPY NEW YEAR!
Barbara
Os números de 2011
Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.
Aqui está um resumo:
A sala de concertos da Ópera de Sydney tem uma capacidade de 2.700 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 27.000 vezes em 2011. Se fosse a sala de concertos, seriam necessários 10 concertos egostados para sentar todas essas pessoas.
Blog do Kuramoto: balanço de 2011
Logo de manhã, neste dia 02 de janeiro de 2012, recebí em minha caixa postal uma mensagem enviada pelo wordpress.com, na qual trazia o link mostrando alguns dados sobre o Blog do Kuramoto no ano de 2011, que estão neste link.
Este blog não alcançaria esses números se não fossem os seus leitores. Portanto, aos leitores e visitantes deste Blog, o meu MUITO OBRIGADO!!!
Open Access: 2011, um balanço
Como foi o ano de 2011 para o Acesso Livre no Brasil?
Não há muito o que comemorar, uma vez que pouco se realizou para avançar o Acesso Livre (OA) no Brasil. Alguns fatos relacionados ao OA marcaram 2011, são eles:
1. Arquivamento do PL 1120/2007 pela Câmara dos Deputados, que após quatro anos de discusão, seguiu o seu regimento interno. O argumento que serviu de base para tal atitude foi a mudança de legislatura, novos deputados tomaram posse. Portanto, tempo perdido, tempo jogado fora, uma pena! Infelizmente, trata-se de um fato que independe de nossa vontade, mesmo sabendo que no ano anterior o referido PL teve dois pareceres favoráveis e, que apenas não foram discutidos e votados no plenário da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), pelo fato de 2010 ter sido um ano eleitoral. Seguiu-se cegamente o regimento interno. Paciência!
2. Felizmente, em resposta a este arquivamento, o atual senador Rodrigo Rollemberg apresentou um novo projeto de lei no Senado Federal, mais especificamente na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), o PLS 387/2011. Este projeto de lei é parecido com o PL 1120/2007, com algumas modificações provenientes das experiências desenvolvidas por outras políticas e/ou mandatos de OA adotadas internacionalmente. O PLS 387/2011 foi apresentado no dia 05 de Julho de 2011. Em seguida, o senador Cristovam Buarque foi nomeado seu relator. O relator ainda não apresentou nenhum relatório, mas o mesmo está em fase final de elaboração e, brevemente, espera-se pela sua apresentação.
3. Foram realizados alguns eventos tendo o OA como tema, no País, como o Seminário Internacional sobre Acesso livre ao conhecimento: impactos na produção acadêmica, divulgação científica e inovação no ensino, realizado nos dias 11 e 12 de abril de 2011, organizado e realizado pela Escola Nacional de Saúde Pública (SNSP) da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), e a Conferência Luso-brasileira de Open Access (CONFOA), event organizado pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em parceria com a Universidade do Minho. Neste evento, soube que foi lançado o portal DIADORIN, que tem como principal objetivo registrar e disseminar as políticas editorias das revistas brasileiras de forma integrada com o projeto SHERPA/ROMEO.
4. Além destes, outros eventos locais foram realizados, como, por exemplo a Semana Acadêmica promovida pelo Curso e Biblioteconomia da Universidade Federal do Rio Grande, realizado em meados de outubro de 2011, na qual fui convidado a ministrar palestra sobre o Acesso Livre para a comunidade interna daquela universidade. Esse evento foi realizado na semana anterior à semana do Open Access e contou com a coordenação da Profa. Angélica C. D. Miranda, coordenadora daquele curso. Durante a semana acadêmica foram realizadas as bancas para avaliação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC), destes destacam-se três trabalhos: 1) O primeiro TCC apresentado e examinado foi o da acadêmica, formanda em Biblioteconomia, Tatiane Priscila Pinto Corrêa, com o título: “A Usabiblidade da Seção de Avaliaçãodo do Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas(SEER) na Visão dos Avaliadores das Revistas do Portal de Periódicos Científicos da FURG”; 2) O segundo do TCC apresentado foi o da acadêmica, formanda em Biblioteconomia, Franciele Scaglioni da Cruz, cujo título é: “O processo de criação e manutenção dos repositórios institucionais (RI) das Universidade Federais brasileiras”; 3) O terceiro TCC apresentado foi o da acadêmica, formanda em Bibloteconomia, Elisângela Mota Pires, cujo título é: “Repositórios Institucionais: Características através da Visibilidade”
5. Nos dias de 7 a 11 de novembro de 2011, a convite da Profa. Lígia Café, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UFSC, fui a FLorianópolis ministrar uma disciplina, em caráter especial, denominada Comunicação Científica em transição. Na mesma semana, no dia 09 de novembro de 2011, ministrei palestra sobre o Acesso Livre aos professores, pesquisadores e alunos daquele programa.
6. No dia 6 de dezembro de 2011 participei de reunião na biblioteca da Universidade Federal de São Carlos, a convite da Profa. Chloe Furnivel, quando tive a oportunidade de ver, ouvir e discutir a proposta de política institucional de informação daquela universidade. Foi muito interssante e importante, pois pude constatar o alto nível do trabalho que está sendo realizado pela UFSCar. A proposta apresentada é uma das melhores políticas, no Brasil, que tive oportunidade de ler e discutir. O ponto mais importante é o fato de a reitoria da UFSCar ter criado uma comissão para discutir e elaborar a política que será adotada por aquela universidade. Essa comissão é composta por técnicos da área de Comunicação daquela universidade, por pesquisadores e professores do Curso de Ciência da Informação e por técnicos da biblioteca daquela universidade, portanto, um grupo multidisciplinar. O resultado não poderia deixar de ser melhor, é um trabalho admirável pela sua consistência e qualidade. Espero, em breve, quando finalizarem e aprovarem a política, disponibilizá-la neste blog. Em seguida, ministrei uma palestra sobre o Acesso Livre aos professores, alunos e pesquisadores da UFSCar.
7. Teses e dissertações. Diversos estudos foram desenvolvidos por alunos de mestrado e doutorado. Tenho conhecimento de pelo menos duas dissertações: 1) REPOSITÓRIOS DE INSTITUIÇÕES FEDERAIS DE ENSINO SUPERIOR E SUAS POLÍTICAS: análise sob o aspecto das fontes informacionais, dissertação elaborada por Augisa Karla Boso, no programa de pós-graduação da UFSC; e 2) Acesso Livre: Um olhar sobre a preservação no Brasil, dissertação elaborada por Susimery Vila Nova Silva, no programa de pós-graduação da UFPE.
8. Os repositórios institcionais continuaram em desenvolvimento e implantação nas universidades brasilerias, apesar das dificuldades destas estabelecerem as suas políticas institucionais de informação. Nesses casos, os grandes vilões são as procuradorias jurídicas, eu em sua grande maioria vêm dificultando a definição e estabelecimento dessas políticas. Existe uma grande falta de sensibilidade e entendimento da importância dessas políticas para a comunidade científica local e nacional. Em outas palavras existe uma tremenda falta de interoperabilidade humana.
Eis um pequeno resumo das iniciativas de OA no Brasil.
São estas as iniciativas, envolvendo o OA, que tive notícia. Caso o leitor saiba de alguma outra iniciativa de Open Access realizada em 2011, no Brasil, agradeço encaminhar maiores informações a respeito para que eu possa informar neste blog.
Aproveitando esse momento de festas de fim de ano, este blogueiro deseja a todos leitores deste blog um Feliz 2012, repleto de alegrias, saúde, paz, felicidades e muito sucesso!!! Viva 2012!!!
Silenciosamente, o Acesso Livre vem ganhando apoio
Devido a uma série de acontecimentos, tenho postado poucas matérias neste blog. No entanto, venho acompanhando as iniciativas relacionadas ao Acesso Livre, no Brasil e no mundo, e de vez em quando eu posto uma ou outra matéria.
No entanto, as iniciativas de Acesso Livre continuam a proliferar pelo País, graças a diversos colegas. Devemos agradecer a esses colegas que continuam trabalhando em prol do Acesso Livre no Brasil. Uma dessas pessoas é a Profa. Angélica C.D. Miranda, coordenadora do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Rio Grande, que vem promovendo a petição de apoio ao PLS 387/2011. Esta petição vem ganhando apoio popular expressivo, graças à perseverança e tenacidade de Angélica e seu grupo de colaboradores. Hoje, a referida petição conta com 1013 assinaturas. Houve um rápido crescimento em relação a meados do mês de novembro até a presente data.
Angélica promoveu além da petição, a semana acadêmica do Curso de Biblioteconomia daquela universidade e, em seguida, a semana Open Access. Que eu tenha notícia, foi a única manifestação brasileira. Além disso, ela vem incentivando os seus alunos de graduação do Curso de Biblioteconomia a desenvolver os seus trabalhos de conclusão de curso utilizando a temática do Acesso Livre.
Portanto, à Angélica e seu grupo de colaboradores, os nossos parabéns e, principalmente, os nossos agradecimentos por buscar esse apoio popular que ao mesmo tempo sensibiliza o nosso povo para a importância do Acesso Livre no Brasil.
Aos colegas leitores deste blog, se ainda não assinaram a referida petição, convido-os, todos, a assinarem neste link.
Agência de fomento belga dá exemplo para o Acesso Livre universal (OA)
O Conselho de Administração do FRS-FNRS (Fund for Scientific Research da Bélgica-francófona) anunciou, oficialmente, que decidiu utilizar Repositórios Institucionais, exclusivamente, como fontes de dados bibliográficos em suporte à avaliação de submissão de pedidos de auxílios à pesquisa ou bolsas (exceto para candidatos estrangeiros), a partir de 2013 (fortemente encorajados em 2012).
A FRS-FNRS é a principal agência de fomento para a pesquisa básica na Federação de Wallonia-Brussels.
Segundo, Stevan Harnad, esta é a primeira iniciativa a estender, a uma agência de fomento, uma das principais características do modelo instituído pelo prof. Bernard Rentie, o “modelo de Liège”, mandato adotado em uma instituição de pesquisa para implantação de um RI. Tal modelo inclui o modelo ID/OA.
O modelo de Liège tem as seguintes características: i. torna obrigatório o depósito da produção científica; e para assegurar o seu cumprimento, ii. designa o depósito no repositório institucional como o único mecanismo utilizado para avaliar a apresentação de publicações na análise de desempenho pessoal/institucional.
O FRS-FNRS é a agência responsável pelo financiamento da pesquisa científica na Bélgica francófona. Sua contraparte Flamenga, FWO, estabeleceu o mandatado OA de depósito em 2007, mas, como a maioria dos mandatos de agências de fomento, ele não especificou onde depositar e nem forneceu qualquer sistema de monitoramento para garantir o cumprimento: http://roarmap.eprints.org/57/.
O FRS-FNRS designou, agora, o depósito em RI como o único mecanismo em suporte à avaliação de um pedido de financiamento de pesquisa.
Esta decisão proporciona seis grandes benefícios:
(1) Não apenas estende o modelo de Liege, estabelecendo uma forma de cumprimento/monitogamento para o mandato de uma agência de fomento, mas também;
(2) ajuda a integrar os mandatos institucionais e de agências de fomento;
(3) garante que o depósito seja feito,
(4) assegura que o depósito é feito em repositório institucional do autor (em vez de em diversos repositórios institucionais externos),
(5) incentiva as instituições que ainda não adotaram a via Verde do OA a adoptá-la, de forma a complementar mandatos das agências de fomento de toda a produção científica institucional, financiada e sem fundo; e
(6) assegurar que os mandatos institucionais e das agências de fomento sejam convergentes e que se reforçam mutuamente, em vez de divergentes e competitivos, com depósitos de ambos os mandatos sendo feito institucionalmente, e com as instituições, portanto, acompanharem e assegurarem a conformidade com os mandatos das agências de fomento.
Mais um passo foi dado em direção ao OA universal e serve de exemplo a outras agências de fomento, em especial às brasileiras, as preferem manter-se reféns das editoras comerciais.
Diferenças entre os cenários: acesso limitado e acesso livre.
Certamente, pouco se discute sobre um cenário considerando o acesso livre e um cenário considerando o acesso limitado (acesso onde apenas os pesquisadores, professores ou funcionários de uma instituição assinante de uma determinada revista tem acesso ao seu conteúdo).
No cenário proporcionado pelas revistas cujos conteúdos são acessíveis apenas aos pesquisadores, professores, funcionários ou colaboradores filiados a instituições assinantes dessas revistas verifica-se os seguintes fenômenos:
1 – A visibilidade, uso e impacto são limitados, uma vez que apenas os usuários filiados às instituições assinantes têm acesso aos seus conteúdos;
2 – A exclusão cognitiva é resultado do fato de que parte da comunidade científica não tem acesso a esses conteúdos, visto que algumas das instituições participantes dessa comunidade não têm condições de manter as assinaturas ou assinar tais revistas. Assim, partes da comunidade científica não consegue desenvolver suas pesquisas ou solucionar problemas de saúde ou infraestrutura por falta do acesso a esse conteúdo;
3 – Quem tem acesso ao conhecimento científico se desenvolve mais rapidamente, se capacita, e tem maior capacidade de inovação tecnológica. Enquanto isso, quem não tem esse acesso, não consegue se desenvolver, se capacitar e sequer tem condições de promover qualquer inovação tecnológica. Enfim, a capacidade de se desenvolver e de inovar tecnológicamente fica restrita á comunidade que tem acesso aos conteúdos das revistas científicas comerciais. Assim, os países desenvolvidos são cada vez mais desenvolvidos, enquanto aqueles países não desenvolvidos ficam à margem do desenvolvimento como um todo.
No cenário proporcionado pelo acesso livre (Open Access) – quando o acesso livre tornar-se universal, ou seja, toda a produção científica mundial for livremente acessível – ocorrem as seguintes possibilidades:
1 – As universidades, faculdades, escolas e/ou países não terão necessidade de assinar revistas científicas comerciais e nem contratar portais de periódicos científicos;
2 – A produção científica ganhará maior visibilidade, uso e impacto;
3 – O globo vivenciará o nascimento das Sociedades do Conhecimento Compartilhado;
4 – Não mais haverá o fenômeno da exclusão cognitiva;
5 – Os países pobres e ricos gozarão da mesma oportunidade de desenvolver-se e de inovar tecnologicamente;
6 – Os países, universidades, faculdades, de uma forma geral, poderão otimizar os seus investimentos em pesquisa científica, uma vez que não terão, mais, a necessidade de despender recursos com a assinatura de revistas científicas.
7 – Os pesquisadores / autores poderão finalmente conhecer o real fator de impacto de suas pesquisas, de forma transparente e isonômica, uma vez que os motores de busca as indexarão independentemente da revista onde foram publicadas;
8 – Os governos, universidades, faculdades e agências de fomento ganharão um mecanismo para avaliar os seus pesquisadores e seus investimentos em pesquisa. Enfim, os governos e as instituições de ensino e pesquisa ganharão maior transparência e governança em seus investimentos.
A importância do Open Access para o Brasil
O problema
A informação científica é o insumo básico e crucial para o desenvolvimento das pesquisas científicas. A informação científica é o resultado dessas pesquisas e é publicada em revistas com revisão por pares, também denominadas revistas científicas. O tradicional sistema da comunicação científica, do qual emerge a informação cientifica, beneficia preferencialmente as revistas científicas publicadas em língua inglesa e, principalmente, aquelas publicadas em países desenvolvidos. Como resultado, países como o Brasil e outros em desenvolvimento, têm sido prejudicados por esse sistema. A título ilustrativo, em 2007, serviços de indexação como o ISI, indexavam 63 revistas publicadas no Brasil. Em 2008, este número saltou para 102 revistas. Existem hoje, no mundo, cerca de 30 mil títulos de revistas científicas. Deste total, o ISI indexa cerca de 10 mil títulos. Isto mostra a visibilidade das pesquisas brasileiras junto a comunidade científica internacional. Ou seja, a visibilidade da pesquisa brasileira se resume àquilo que é publicado nas revistas científicas comerciais, que são as que oferecem maior fator de impacto.
Esta pouca visibilidade da ciência brasileira conseqüentemente limita as possibilidades de promoção da inovação e do intercâmbio científico e tecnológico.
Além disso, não custa relembrar que a comunidade científica vive sob o impacto da crise dos periódicos científicos, fruto dos crescentes aumentos nos custos das assinaturas das revistas científicas. Segundo a ARL – Association of Research Library, a associação das bibliotecas universitárias americanas, no período de 1986 a 2006, as suas bibliotecas tiveram um incremento nos custos de manutenção de periódicos de 381%. Nesse mesmo período o incremento no índice de preços ao consumidor foi de 78%. A Comissão de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES gastou no ano de 2010, para manter as assinaturas das revistas do seu Portal de Periódicos, o montante de US$ 61 milhões de dólares.
Potencial alternativa de solução
Em conseqüência da crise dos periódicos científicos, a comunidade científica international lançou um movimento denominado Open Access (OA). Open Access significa: 1) acesso em linha (online) à produção científica; 2) acesso livre de custos à produção científica; 3) acesso imediato à produção científica; 4) acesso permanente à produção científica.
Acesso livre (OA) a quê? Acesso livre aos cerca de 2,5 milhões de artigos que são publicados anualmente em 28 mil títulos de periódicos científicos. Não se incluem nesse acervo os livros, romances, obras de arte e outras obras, que normalmente são objetos de comercialização ou de interesse lucrativo por parte de seus autores.
As estratégias recomendadas pelo OA são: 1) promover o auto-arquivamento dos resultados das pesquisas científicas, publicados em revistas com revisão por pares, em repositórios de acesso livre, também denominada de via Verde; 2) promover a construção e conversão de revistas científicas comerciais em revistas de acesso livre, também denominada de via Dourada.
Das duas estratégias, aquela que oferece melhor relação custo/benefício é a estratégia da via Verde. A estratégia da via Dourada é muito cara e depende dos editores científicos. Portanto, a estratégia mais viável, uma vez que depende unicamente dos pesquisadores e de suas instituições, é a estratégia da via Verde. Acredita-se que, hoje, cerca de 30% da produção científica mundial esteja em acesso livre.
Benefícios
Após 11 anos do seu surgimento, a estratégia da via Verde vem mostrando, conforme estudos realizados por Stevan Harnad e seus colaboradores, que os resultados de pesquisa depositados em repositórios digitais de acesso livre obtêm maior visibilidade do que os resultados que não estão disponíveis para acesso livre.

A estratégia da via Verde se adotada por todas as instituições de ensino superior e de pesquisa promoveria, de forma sistemática, o registro da produção científica brasileira, uma vez que grande parte da pesquisa brasileira é financiada com recursos públicos e são desenvolvidas nas instituições de ensino superior e de pesquisa. Em consequência, mais do que maximizar a visibilidade das pesquisas, as seguintes possibilidades emergiriam:
1. Geração e fornecimento de serviços de informação com valor agregado;
a. Mineração de dados;
b. Serviços de alerta para a inovação;
c. Disseminação seletiva da informação;
d. Serviços de informação customizados para a necessidade do usuário;2. Geração e fornecimento de indicadores estatísticos necessários ao planejamento da ciência e tecnologia;
3. Preservação da memória científica brasileira;
4. Certificação dos dados informados na plataforma Lattes;
5. Fornecimento de acesso à produção científica brasileira em acesso livre;
6. Subsídios para a avaliação de desempenho dos pesquisadores e das instituições de ensino e pesquisa brasileiras;
7. Identificação de grupos e redes de pesquisadores;
Enfim, a via Verde se amparada por diretrizes de governo, transformando-a em política pública, seria capaz de gerar e fornecer uma diversidade de indicadores estatísticos e serviços de informação capazes de suprir à “…notável fragilidade em transferir conhecimento ao setor produtivo”, conforme identificou o Prof. Ronaldo Mota, secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação em artigo publicado no Jornal da Ciência, do dia 08 de Novembro de 2011, sob o título: “Inovação e a cobra que mordeu o rabo”.
O que a UNESCO pode fazer pelo Acesso Livre
Vejam a apresentação de Stevan Harnad, feita hoje na UNESCO durante o Open Access Forum 2011: Expert’s Meeting on Open Access, 22-23 November 2011, UNESCO Headquarters – Paris – FRANCE.
What UNESCO Can Do for Open Access (OA): DON’T RE-INVENT THE WHEEL — HELP IT ROLL, WORLDWIDE (17 min.) from Stevan Harnad on Vimeo.
Cuidados com os conceitos
A declaração Budapest Open Access Initiative, resultado da reunião ocorrida nas datas de 01-02 de dezembro de 2001 propôs duas estratégias para se alcançar o Acesso Livre à Literatura Científica: 1) o Auto-Arquivamento, posteriormente denominado de Green Road; e 2) Publicações de Acesso Livre, posteirormente denominado de Golden Road. Portanto, ambas as estratégias visam tornar os cerca de 2,5 milhões de artigos publicados anualmente em cerca de 24 mil revistas com revisão por pares. Assim, o objeto principal do acesso livre são os artigos publicados em revistas com revisão por pares. Esses são os objetos alvo do Open Access.
Qualquer outra iniciativa diferente dessas duas estratégias não se encaixam nos objetivos do Open Access. Isto significa que teses e dissertações, livros ou outro tipo de monografia, assim como os objetos de aprendizagem e outros documentos não são aderentes aos objetivos do Open Access e as únicas estratégias preconizadas pelo acesso livre são a via Verde e a via Dourada, sendo a via Verde a estratégia que oferece a melhor relação custo-benefício.
Chamada de trabalhos ELPUB 2012
Call for Papers
16th International Conference on Electronic Publishing
June 14-15, 2012, Guimarães, Portugal
Social Shaping of Digital Publishing:
Exploring the interplay between Culture and Technology
SCOPE
Since the advent of the Web the processes and forms of electronic publishing have been changing. The Open Access movement has been a major driver of change in recent years in regard to scholarly communication. However, on other fields of application, such as e-government or e-learning, the changes are also evident. These are, in most cases, driven by technological advances, but there are many cases where social reality change pushes technology development. The social and the mobile Web and linked data are currently shaping the edge of research on digital publishing. Liquid publishing is on the more daring agendas. Digital Preservation is an issue that poses great challenges, still far from solved. The legal issues, security and trust continue to deserve our full attention. We need new visualization techniques and Innovative Interfaces that keep pace with the global dimension of information. This is the current scenario, but what will follow? What technologies and social and communication paradigms will we be discussing in ten or twenty years?
Elpub 2012 will be focusing on the social shaping of digital publishing by exploring the interplay between culture and technology. It is fitting that we are hosting the conference in the European Capital of Culture for 2012, Guimarães.
We welcome a wide variety of papers from members of the communities whose research and experiments are transforming the nature of electronic publishing and scholarly communications. Topics include but are not restricted to these seven main areas:
1 – Digital Scholarship, Open Access and Open Science
Concepts, models and innovative applications in the field of scholarly communication. Results of recent studies on current practices. New tools and / or results of studies of their applicability. Positioning on new trends.
2 –Interoperability and the Intelligent Web
Concepts, models and innovative applications that are based on the paradigms of the Semantic Web. Metadata, linked data and open linked data, text mining, traceability, scalability, rules, inference and agents on open environments. Cloud computing and related applications, services and studies. Demonstration applications. Results of field studies and software applications.
3 – The Social and Mobile Web
Concepts, models and innovative applications for the social Web and for the mobile Web. Challenges and achievements of electronic publishing in mobile environments. Context-aware pervasive systems. Geo-location and electronic publication. Information retrieval. The social Web in mobile environments. Results of field studies and software applications.
4 – The legal, secure and trustful Web
Copyright and legal issues. Convergence, divergence and relationships between existing copyright models. Machine-readable information and interoperability on copyright. Authentication. Security and privacy on publishing and in cloud computing. Theoretical models or tools to ensure the reliability of sources. Results of field studies and software applications.
5 – Innovative interfaces, interaction and visualization
New models of interfaces for electronic publication. New interfaces for impaired people. Models and visualization applications for Web 3.0 and 4.0 and for cloud computing. Results of field studies and software applications.
6 – Failures and learnings
Papers that report experimentations that did not work and lessons learned from those failures.
7 – The future of Digital Publishing
Position papers with new insights for the future. New scholarly constructs and discourse methods. Innovative business models for electronic publishing. New technological paradigms for electronic publishing.
Contributions are invited for the following categories:
· Research papers (up to 10 pages; please use the template in the conference web site)
· Posters (up to 3 pages.
· Extended abstracts (a minimum of 1,000 and maximum of 1,500 words; please specify it as “extended abstract” using the template)
Information for authors
All submissions are subject to blind peer review and acceptance by the international ELPUB Programme Committee. Accepted full papers will be published by IOS Press in a digital format open access conference proceedings book. Full papers are currently being indexed in DBLP and are expected to be indexed by ISI, Scopus and INSPEC (application under evaluation). Accepted abstracts will be extended to full papers and published online only. Final versions of all the works will be available online and archived at: http://elpub.scix.net.
The best papers accepted for Elpub 2012, are planned to be published in a special issue of the Journal “Information Services & Use” (IOS Press). All submitted papers will have opportunities for consideration for this Special Journal Issue. The selection will be carried out during the review process. Submitted papers must not be under consideration by any other journal or publication.
At least one author of each accepted paper is required to register with the Conference and present the paper. Paper submission will be done via EasyChair. To submit a paper, please use the template available and follow the specific instructions available at the conference website (http://www.elpub.net).
All content published in the Elpub proceedings are distributed open access via the conference archive (http://elpub.scix.net.) under the terms of the Creative Commons Attribution license, which permits unrestricted use, distribution and reproduction in any medium, provided that the original work is properly cited. For content published in IOS Press channels, different copyright arrangements might apply.
Important Dates
· January 9, 2012: Deadline for submission of full-text papers and extended abstracts (in all categories).
· February 20, 2012: Notification of acceptance of submitted papers and extended abstracts
· March 26, 2012: Deadline for submissions of all final papers in camera ready form.
Conference dates and location: June 14-15, 2012, University of Minho, Guimarães (European Capital of Culture 2012), Portugal
Conference Host: University of Minho, Guimarães, Portugal
General Chair: Professor Ana Alice Baptista, University of Minho, Portugal
Programme Chair: Peter Linde, Blekinge Institute of Technology, Sweden
All suggestions and comments are welcome. Please send us your ideas about what keynote speakers to invite
Looking forward to your contributions and participation in the conference!
See website for all details: http://www.elpub.net
Peter Linde
Blekinge Tekniska Högskola
Biblioteket
371 79 Karlskrona
Tel 0455-385103, Fax 0455-385107
Mobile: +46 708 778138
E-mail: peter.linde@bth.se
BAD se posiciona publicamente a respeito do Acesso Livre ao Conhecimento
A Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas (BAD) tomou uma posição pública sobre o Acesso Livre ao Conhecimento. Leia abaixo o documento aprovado pelos colegas português. Esta mensagem foi encaminhada à lista bib_vitual pelo prof. Murilo Cunha, a quem agradeço mutíssimo. Agradeço também à Dra. Maria Carmen Romcy de Carvalho, que teve a gentileza de me encaminhar a referida mensagem.
ACESSO LIVRE AO CONHECIMENTO
TOMADA DE POSIÇÃO PÚBLICA DA BAD
1. A Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas (BAD), enquanto estrutura representativa dos profissionais de informação e documentação portugueses associou-se desde cedo ao movimento Open Access que promove o Acesso Livre ao conhecimento e à informação científica, tendo apoiado convictamente a defesa e disseminação das iniciativas Open Access em Portugal.
2. Deste modo, e na sequência natural de outras iniciativas da Associação no domínio do Open Access, quer no âmbito dos Congressos Nacionais BAD – como a Declaração do Estoril sobre o acesso à informação (2005) ou as conclusões do último Congresso em Guimarães (2010) – quer ainda nas atividades da sua Secção de Bibliotecas do Ensino Superior ou em ações propostas no plano de formação contínua, a BAD associa-se ao evento internacional “Open Access Week 2011”.
3. Esta iniciativa constitui-se como um evento global que pretende promover a divulgação de ações e projetos no domínio do acesso livre ao conhecimento, nomeadamente a disponibilização de resultados científicos e acadêmicos em repositórios institucionais, a publicação de revistas científicas em acesso livre e a disponibilização de recursos educativos abertos.
4. O Conselho Diretivo Nacional da BAD pretende assim distinguir e valorizar publicamente o trabalho desenvolvido por todos os profissionais de informação e documentação na promoção do livre acesso à informação, em particular no âmbito da criação e operacionalização de repositórios institucionais em acesso aberto, destacando de forma significativa o sucesso do projeto RCAAP – Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal que o tornaram num exemplo referenciado
5. Sendo Portugal, por via da ação dos profissionais envolvidos no movimento Open Access, um caso de sucesso europeu e uma referência e exemplo de boa prática a nível internacional, torna-se, porém, absolutamente necessário alertar para o muito que ainda há a fazer. Várias são as instituições portuguesas de Ensino e Ciência que ainda não disponibilizam em acesso aberto a sua informação científica e acadêmica, e em muitas outras, já dotadas de infraestruturas tecnológicas para o fazer, o crescimento tem-se revelado incipiente, e escasso o investimento dos seus responsáveis institucionais, não dotando as bibliotecas e os serviços de informação e documentação dos meios necessários para o seu desenvolvimento e, particularmente, não apostando em mandatos ou políticas que promovam o acesso aberto.
6. O Conselho Diretivo Nacional da BAD considera urgente para o sistema científico português a necessidade de reforçar o acesso livre ao conhecimento, garantindo a disponibilização generalizada da informação produzida com financiamento público. Apelamos por isso aos responsáveis políticos e institucionais do nosso país para que amplifiquem as recomendações já delineadas, nomeadamente pelo Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (declaração de Novembro de 2006) e pela Associação das Universidades Européias (Março de 2008), e em especial a aplicação de orientações similares às que são seguidas nas instituições financiadoras da União Européia, as quais afirmam que a investigação financiada com dinheiros públicos deve ser largamente difundida através da publicação em livre acesso de dados e documentos científicos.
7. Assumimos, assim, o compromisso de continuar a acompanhar atenta e criticamente a evolução neste domínio em Portugal, considerando que o acesso livre ao conhecimento é uma das alavancas determinantes do progresso científico e do desenvolvimento social e econômico, a nível europeu e mundial.
O Conselho Diretivo Nacional da BAD
Como a TI poderia auxiliar no povoamento dos RI
O povoamento de um repositório institucional (RI) é fruto de uma série de fatores, que se inicia pela sua gestão e continua com a adoção de uma política adequada e capaz de induzir os pesquisadores a autodepositar a sua produção científica. Dentre esses fatores, encontra-se um programa de marketing para sensibilizar e induzir os pesquisadores a autodepositar a sua produção científica.
Além disso, existem ferramentas de TI que auxiliam nesse povoamento e uma delas é o SWORD. Veja o que diz Leslie Carr:
“Both EPrints and DSpace allow batch uploads, but more to the point, both of them support the new SWORD [Simple Web-service Offering Repository Deposit] protocol for making automatic deposits in repositories. We (the SWORD developers) very much hope that we will be able to work with established discipline [i.e., central] repositories to allow automatic feed through of deposits from Institutional Repositories into Discipline Repositories and vice versa.”
“Tanto EPrints quanto DSpace e permitem o upload em lote, mais especificamente, ambos suportam o protocolo SWORD [Simples Web-service Offering Repository Depósit] para fazer depósitos automáticos em repositórios. Nós (os desenvolvedores do SWORD) depositamos grande esperança de que seremos capaz de trabalhar com a disciplina estabelecida [isto é, central] repositórios para permitir a alimentação automática por meio de depósitos de repositórios Institucionais em repositórios de disciplina e vice-versa. “
Não sei se o OJS e, portanto, o SEER já testou o uso desse protocolo, mas tudo indica que seria possível incorporar o protocolo SWORD ao OJS e, por conseguinte, ao SEER e viabilizar o depósito automático de artigos publicados em revistas brasileiras, sem a interveniência direta do autor. Isso auxiliria tremendamente o povoamento dos RI brasileiros.
Por outro lado, considedrando que o Dspace já tem integrado o protocolo SWORD, os RI poderiam ser interoperáveis com a plataforma Lattes. Isto, certamente, facilitaria ao pesquisador a atualização do seu curriculum Lattes e o povoamento do RI de sua instituição.
É preciso, portanto, que o SEER também integre esta ferramenta. No entanto, esse tipo de iniciativa escapa ao raio de ação dos gestores dos RI. A boa notícia é que o IBICT, sendo o distribuidor do OJS/SEER poderia customizá-lo com este protocolo, realizar testes e em seguida, promover a distribução do SEER com esta funcionalidade. Isto faz parte da atividade de prospecção tecnológica. Trata-se de uma excelente alternativa para auxiliar os RI em seu povoamento, assim como, aliviar a carga de trabalho por parte dos pesquisadores.
Repositórios Institucionais de Projetos Piloto
No ano de 2009, ao mesmo tempo em que o IBICT abria um processo de licitação para promover o desenvolvimento de repositórios institucionais no País, foram concedidos 5 kits tecnológicos para 5 instituições de ensino superior construírem os seus repositórios institucionais. As instituições contempladas com esses kits foram: Universidade de Brasília, Universidade Federal de Santa Catarina, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Universidade Federal da Bahia e Universidade Federal de Pernambuco. Aparenteente, todas estas insituições implantaram os seus repositórios institucionais (RI) e estão em pleno funcionamento.
Relembro que fiz uma critica há algum tempo atrás quanto a morosidade das instituições contempladas com os kits em implantar e povoar os seus repositórios institucionais. Há duas semanas participei de três bancas para avaliação de três trabalhos de conclusão de curso de graduação da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), qdo tive a oportunidade de confirmar aquilo que eu já havia percebido e criticado neste blog. Resolvi, hoje, checar alguns dados e verificar o crescimento dos repositórios institucionais das instituições que receberam os kits na qualidade de projeto piloto. Verifiquei que algumas os RI de algumas instituições funcionam à pleno vapor, como é o caso dos RI da Universidade de Brasília e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e da Universidade Federal da Bahia. No entanto, duas das instituições participantes do projeto piloto estão, aparentemente paradas. Vejam o gráfico abaixo:
De acordo com a minha percepção, resultado da participação das bancas de exame dos TCC na FURG, ficou claro que a falta de uma política institucional de informação pode ter como consequência esse nível de frustração. Acredito que todas as outras três universidades adotaram a estratégia de a própria biblioteca fazer os depósitos para suprir a falta de tal política. É uma atitude elogiável, visto que, com isto puderam cumprir com as suas obrigações e demonstraram ter capacidade, competência e respeito a um acordo, dado que, os projetos piloto tinham como objetivo acelerar o desenvolvimento dos RI no Brasil. Não sei quais os motivos pelos quais os RI da UFSC e da UFPE não conseguiram decolar ou pelo menos promover o depósito ainda que em quantidades menores. Mas, ambos os RI mantém os mesmos registros de quando foram registrados no OpenDOAR.
Um novo blog na praça: Biblioteca do Bibliotecário
Prezados leitores surge um novo blog na praça, trata-se do blog Biblioteca do Bibliotecário, cujo editor e blogueiro é o prof. Murilo Cunha. Ao prof. Murilo os nossos parabéns por esta excelente iniciativa. O link desse blog estará, a partir de hoje, habitando a coluna, do lado esquedo da página principal deste blog, denominada BLOGS DIVERSOS. É mais uma excelente fonte de informação da área para a área.



