OA: tentando esclarecer conceitos V – como tudo começou?
Qual a origem do movimento Open Access? O que motivou o surgimento desse movimento?
Muitos entendem que o OA surgiu a partir do surgimento das TICs e das publiccações eletrônicas. Esta é uma das causas, mas não é a única. Na realidade a história é bem mais dramática e ela existe ainda hoje. Trata-se das barreiras provocadas pelo alto custo das assinaturas das revistas científicas.
Hoje, certamente, os colegas que se encontram na faixa etária situada entre 20 e 30 anos não devem se lembrar do tempo em que a economia brasileira lutava contra as altas taxas inflacionárias, galopantes, que engoliam os nossos salários em um mês, de tal forma a enfraquecer o nosso poder de compra já nos primeiros 15 dias de cada mês. Mas, certamente, os colegas cinquentões se lembram dessa época. Quantas mágicas fazíamos para manter as nossas famílias?
Pois então, os periódicos científicas passaram e passam pelo mesmo fenômeno. Segundo levantamento realizado pela Association of Researh Libraries as suas bibliotecas membro tiveram um incremento de cerca de 321% na manutençã o de suas coleções de revistas científicas e livros, no período de 1986 a 2006, enquanto o incremento no índice de preços ao consumidor foi de 78% no mesmo período. [SWAN, 2008, p. 160].
Apesar de esses números se referirem aos EUA, na realidade, trata-se de um fenômeno mundial, pois, essas revistas científicas são fornecidas por grandes editoras a todas as bibliotecas em qualquer parte do globo terrestre. Então uma revista adquirida por uma biblioteca de universidade americana é também adquirida por bibliotecas universitárias brasileiras ao mesmo preço.
A diferença é que as revistas científicas não são ítens de consumo da sociedade como um todo e, em tese, o cidadão comum não sofre os efeitos dessa escalada de preços e, com certeza, o seu poder de compra não é afetado diretamente. No entanto, os orçamentos das bibliotecas universitárias, assim como, de quem as mantêm é afetado pesadamente. Esse cenário, que se agravou a partir da década de 90, recebeu o apelido de crise dos periódicos científicos. Em consequência, as bibliotecas universitárias e das instituições de pesquisa encontraram dificuldades em manter as suas coleções de revistas científicas.
O fenômeno como disse no início deste post é muito parecido com aquele vivido pelos chefes de família, só que neste caso, foram as bibliotecas que se defrontaram com a queda do seu poder aquisitivo para manter as suas coleções de revistas científicas, face ao seu orçamento inelástico versus os crescentes aumentos de preços das assinaturas, cuja taxa de crescimento tem sido na ordem de dois dígitos.
O antídoto utilizado pelo governo brasileiro para normalizar a situação caótica em que o povo brasileiro vivia foi o Plano Real.
O antídoto que vem sendo utilizado pela comunidade científica internacional para superar essa crise são as estratégias do Open Access: via Dourada e via Verde. Conforme já foi intensamente divulgado por este blog, a via Verde é que apresenta melhor relação custo/benefício. Um belo exemplo de iniciativa preconizada pela via Verde é mostrada pelo reitor da Université de Liège, prof. Bernard Rentier, leia a sua entrevista.
OA: tentando esclarecer conceitos II
Continuando nesta série de posts em que tento esclarecer os conceitos dos termos que aparecem no contexto do Open Access, em atenção a um comentário da colega Asa Fujino, tentarei conceituar as bibliotecas digitais (BD) e os repositórios digitais, uma vez que no post passado eu ousei tentar definir uma classificação de repositórios digitais, mas não fiz a devida conceituação desses repositórios.
As bibliotecas digitais ou digital libraries (DL) possuem diversas terminologias na literatura especializada, tais como: bibliotecas eletrônicas, bibliotecas virtuais, bibliotecas sem parede, bibliotecas do futuro. No meu entendimento, todas essas terminologias referem-se a um mesmo objeto, os sistemas de informação gerenciadores de acervos.
No caso de bibliotecas eletrônicas, essa denominação faz referência à tecnologia em que o sistema foi desenvolvido.
Da mesma forma, as bibliotecas digitais recebem esse nome pelo fato de armazenarem as coleções na forma digital.
As bibliotecas virtuais, por outro lado, referem-se aos sistemas desenvolvidos por meio de tecnologias de realidade virtual. Segundo Roy Tennant uma biblioteca digital ou eletrônica pode ser uma biblioteca virtual se elas existirem apenas virtualmente, ou seja, a biblioteca não existe na vida real.
Existem outras definições para bibliotecas digitais, das quais, destaca-se uma adotada pelo projeto Digital Library Initiative – Phase II:
“the concept of a ‘digital library’ is not merely equivalent to a digitised collection with information management tools. It is rather an environment to bring together collections, services, and people in support of the full live cycle of creation, dissemination, use, and preservation of data, information, and knowledge.”
O conceito de biblioteca digital não é meramente equivalente a uma coleção digitalizada com ferramentas de gestão da informação. Mas sim, um ambiente que reune acervos, serviços e pessoas no apoio ao completo ciclo de vida da criação, difusão, utilização e preservação de dados, informações e conhecimento.
Trata-se, portanto, de um conceito mais abrangente identificando todos os componentes de uma biblioteca digital. E, nesse conceito cabe uma série de sistemas de informação, inclusive, um repositório digital.
Segundo Dagobert Soergel, em um texto intitulado “Digital Libraries and Knowledge Organization”, o termo Digital Library é usado para se referir a uma gama de sistemas, de repositórios de objetos digitais e metadados, sistemas referenciais compostos de links, arquivos e sistemas de gestão de conteúdos a sistemas complexos que integram serviços avançados de biblioteca digital em apoio à comunidades de pesquisa e prática.
Soergel define também que uma DL que fornece acesso a apenas uma coleção é chamado de repositório digital. As funções de um Repositório incluem a aquisição de documentos, armazenamento seguro e preservação, controle de versão, localização de documentos, e apresentação do documento.
Verifica-se na argumentação de Soergel que os repositórios digitais são um caso particular de bibliotecas digitais.
Dentre as definições encontradas na web, existe uma definição dada pela Association of Research Library (ARL), que diz:
“Há muitas definições para o termo Digital Library. Os termos biblioteca electronica e biblioteca virtual são sempre utilizadas como sinônimos. Os elementos identificados como comuns nessas definições são:
• a DL não é uma simples entidade;
• a DL depende do uso da tecnologia para integrar os recursos de muitas;
• as conexões entre as diversas DL e os serviços de informação são transparentes aos usuários finais;
• o acesso universal às DL e aos serviços de informação é a sua meta; e
• as coleções mantidas pelas DL não se limitam às referências dos documentos : eles se estendem aos artefatos digitais que não podem ser representados ou distribuídos em formato impresso.
De todas as definições apresentadas, o que se pode depreender é que uma biblioteca digital pode ser um simples sistema de informação para armazenamento e recuperação de teses e dissertações, assim como o repositório digital pode ser também um repositório de teses e dissertações. Tudo é uma questão de escolha do proprietário do sistema de informação. As definições apresentadas dão suporte a dizer que a web é uma grande biblioteca digital porque são diversas bibliotecas digitais interconectadas. Mas, o mesmo não se pode dizer com relação ao repositório digital. Este serve a um propósito específico.
É interessante esta discussão, pois, o texto de Dagobert Soergel traz um quadro indicando os pacotes de software para construção e gestão de bibliotecas digitais, e nele, encontra-se relacionado o software Dspace, que algumas pessoas imaginavam servir apenas à construção e gestão de repositórios institucionais. Soergel corroborou com o pensamento e convicções deste blogueiro, o Dspace serve para construir repositórios digitais, assim como, para construir qualquer outro tipo de bibliotecas digitais.
Prezados colegas, caso encontrem alguma incoerência nos conceitos apresentados ou discordem das minhas colocações, estimulo-os a deixar um comentário neste blog ou então escrevendo-me para o email:alokura2010@gmail.com.
OA: tentando esclarecer conceitos I
A definição ou estabelecimento de conceitos é, usualmente, algo muito difícil para áreas já consolidadas. Imaginem para uma área que se encontra em formação. O Open Access completou no ano passado 10 anos de existência e, certamente, muitos de seus fundamentos ainda estão por consolidar.
Tenho participado de bancas de teses e dissertações, assim como, tenho recebido emails e percebo em ambos contextos a existência de entendimentos sobre alguns fundamentos do OA, na minha modesta opinião, equivocados.
Não se trata de fazer qualquer crítica aos autores, ou de apontar erros, mas de provocar uma ampla discussão na tentativa de consolidar esses conhecimentos.
Um desses entendimentos diz respeito ao Open Archives que, uma grande parte da comunidade de ciência da informação tende a achar que o seja um movimento análogo ao Open Access. Discordo, sempre costumo dizer que o OAI é um conjunto de padrões para permitir a interoperabilidade entre sistemas de informação. Isto, na minha cabeça é muito claro. Mas, resolvi visitar o sítio do Open Archives Initiative, o qual mostra uma outra realidade. Trata-se na verdade de uma organização, grupo ou equipe que tem como missão promover e desenvolver padrões de interoperabilidade. Esta definição está colocada de forma clara e incontestável naquele sítio.
Um outro mal entendido que venho percebendo é quanto à classificação dos repositórios. Há alguns autores que classificaram os repositórios digitais em três classes: 1) repositórios institucionais; 2) repositórios temáticos ou disciplinares; 3) repositórios de teses e dissertações. Com todo o meu respeito aos autores que fizeram tal classificação, tomo a liberdade de discordar deles. A minha discordância se justifica na medida em que tal classificação é desprovida de qualquer critério.
Em meu entendimento, os repositórios podem ser classificados em três tipos. Isto considerando a abrangência do material armazenado nos repositórios:
1) repositório institucional – armazena a produção científica de uma instituição; Ex.:RIUnB
2) repositório temático ou disciplinar – armazena a produção científica de uma área do conhecimento ou disciplina. Ex.:E-LIS
3) repositório central – armazena a produção científica de uma ou mais agência de fomento. Ex.:
Existe na web um documento intitulado “Digital Repositories Review” que traz a seguinte classificação:
Por tipo de conteúdos:
• Dados brutos de pesquisa;
• Dados derivados de pesquisa;
• Artigos acadêmicos pre-print em texto integral
• Artigos de conferência ou revistas em texto integral revisado por pares;
• e-teses
• Publicações originais em texto integral (relatórios técnicos institucional ou departamental)
• Objetos de aprendizagem;
• Registros corporativos (registros de estudantes ou dos dirigentes, licenças etc).
Por Cobertura:
• Pessoal (arquivo pessoal do autor)
• Revista (conteúdos de uma simples revista ou de um grupo de revistas)
• Departamental
• Institucional
• Inter-institucional (regional)
• Nacional
• Internacional
Por funcionalidade do repositório:
• Acesso melhorado a recursos (descoberta e localização do recurso)
• Acesso ao recurso por meio do assunto (descoberta e localização do recurso)
• Preservação de recursos digitais
• Novas formas de disseminação (novas formas de publicação)
• Gestão de ativos institucionais
• Compartilhamento e re-uso de recursos
Por grupo de usuários-alvo:
• Alunos
• Professores
• Pesquisadores
Apesar das diferentes conceituações e classificações cabe a nós pesquisadores ter o bom senso de utilizar aquelas que guardam uma coerência em termos de definição. No caso, eu continuo com a minha classificação utilizando o critério da abrangência, que poderia ser acrescida da classificação proposta pelo documento apresentado, considerando o critério da cobertura, assim os repositórios poderiam ser do tipo:
01) Repositório Institucional para caracterizar aqueles repositórios que armazenam a produção científica de uma dada instituição;
02) Repositório Temático ou Disciplinar para caracterizar aqueles repositórios que armazenam a produção científica de uma área do conhecimento;
03) Repositório Central para caracterizar aqueles repositórios que armazenam a produção científica referentes às pesquisas financiadas por um ou mais agências de formento;
04) Repositório Departamental para caracterizar os repositórios que armazenam a produção científica de um departamento de uma instituição, ou no caso francês, dado que lá a unidade da federação se chama departamento, a produção científica de um de seus estados;
05) Repositório Inter-Institucional para caracterizar os repositórios que armazenam a produção científica de duas ou mais instituições;
06) Repositório Nacional para caracterizar o repositório que armazena a produção científica de um País;
07) Repositório Internacional para caracterizar o repositório que armazena a produção científica de mais de um País;
08) Repositório Regional para caracterizar o repositório que armazena a produção científica de uma região. Por exemplo: América Latina; Comunidade Européia; ou Região Sul do Brasil.
09) Repositório Estadual para caracterizar os repositórios que armazenam a produção científica de um estado ou unidade da federação
Caso o caro leitor discorde ou tenha ficado com alguma dúvida, envie-me um comentário que terei prazer em responder e/ou discutir. Não deixe de comentar clicando aqui
Elsevier & IOP continuam verdes e angelicais: ignorem as cláusulas incoerentes.
A propósito das recentes modificações efetivadas pelas editoras Elsevier e IOP em suas políticas OA, Stevan Harnad, publica em seu blog, um post para esclarecer as referidas modificações. Pelo que foi publicado, não se trata de nada substancial ou preocupante. Tentei fazer uma tradução do post com o propósito de acalmar os autores que publicam nas revistas dessas editoras. Desculpem-me por eventuais erros de tradução, a linguagem é meio complicada. Leiam-na abaixo:
Vou tentar explicar da forma mais breve e simples possível, na esperança ardente de que será lida, entendida e posta em prática pelos autores e suas instituições:
Uma editora verde é aquela que permite/endossa o auto-arquivamento, por parte do(s) autor(es) da versão final do artigo(mas não a versão de registro do editor), livre para todos na web, imediatamente após a sua aceitação para publicação.
Isso é tudo o que leva uma editora a tornar-se verde (e, sentar-se, ao lado dos anjos).
Na nova linguagem que alguns editors verde adotaram, recentemente, em seus contratos para transferência de copyright, foram adicionados algumas condições, baseada em três critérios. Nem todos os editores verdes adicionaram as três condições. (Elsevier, por exemplo, adicionou duas delas, IOP adicionou as três), mas não importa, porque todas as três condições são incoerentes: elas não possuem qualquer substância legal, lógica, técnica ou prática. A única coisa que uma pessoa sensível pode e deve fazer é ignorá-las.
Seguem-nas (a forma textual pode variar, mas discutirei a essência das questões):
1) Você pode auto-arquivar a versão final do seu manuscrito (artigo submetido e aprovado), imediatamente após o aceite para publicação, livre para todos – mas você somente pode fazê-lo no seu sítio web institucional pessoal, não no seu repositório institucional.
Esta distinção é completamente vazia. O sítio web institucional e o repositório institucional são apenas instâncias diferentes no disco do servidor onde se encontram armazenados, com nomes diferentes.
2) Você pode auto-arquivar a sua versão final do manuscrito na web, imediatamente após o aceite para publicação, livre para todos – mas você não pode fazê-lo onde há “distribuição sistemática.”.
Ora, todos os sítios web são sistematicamente coletados pelo google e outros search engines, e é assim que a maioria dos usuários buscam e acessam.
(Eu penso que os redatores desta condição absurda tinham em mente que você não poderia depositar o seu artigo em um sítio que pudesse reconstruir sistematicamente o conteúdo de uma revista. Eles estão perfeitamente corretos sobre isto. Mas, um repositório institucional certamente não faz isso; ele simplesmente mostra os artigos dos seus autores, que são arbitrariamente uma fração de alguma revista, em particular. Se existe alguém que publica pode, e deve, ir atrás, este alguém são os coletadores de metadados (harvesters), de terceiros, que reconstroem o o inteiro teor da revista.)
3) Você pode auto-arquivar a versão final de seu manuscrito na web, imediatamente após o seu aceite para publicação, livre para todos – mas, não se você for obrigado por meio de mandato (ou seja, você pode, mas se você deve, você não pode).
Se alguém estiver disposto a gastar mais tempo com essa bobagem que o tempo que levou para ler este post, então eles merecem tudo o que está vindo (e não vindo) a eles.
Aos autores que publicam em revistas da Elsevier e IOP: simplesmente continuem auto-arquivando em seus repostiórios institucionais, como antes, e ignorem essas três condições idiotas, que seguramente não contém nada de essencial.
Acesso livre ou acesso aberto? Eis a questão
A tradução do Open Access é ainda uma polêmica que no final das contas não tem qualquer reflexo nas iniciativas que estamos coordenando. Apesar disto, é sempre bom pesquisar e estudar a melhor tradução para manter a cooerência, tanto do ponto de vista técnico quanto linguístico. Ao observar o movimento do Open Access em todo o mundo verifica-se por exemplo que os espanhóis e por consequência toda ou quase toda a América Latina estabeleceu que a tradução a este termo é: aceso abierto, ou em português acesso aberto. Na França a tradução dominante é: Libre Accès (acesso livre). Portugal parece ter seguido a mesma linha.
Troquei algumas mensagens com Hélène Bosc, que é bibliotecária aposentada e uma das entusiastas do Libre Accès. Na última mensagem que troquei com ela, perguntei qual era a motivação por ter adotado esta tradução. Ela me contou a seguinte historinha:
A historinha começa na época da declaração da iniciativa de Budpeste (BOAI) em fevereiro de 2002. Hélène juntamente com outros falantes da língua francesa, dentre eles, Jean-Claude Guedon e Stevan Harnad participavam do grupo que elaborou a referida declaração e para o seu lançamento internacional, esta declaração deveria ser traduzida muito rapidamente do inglês para o francês. Viviane Boulétreau (Université de Lumière – Lyon2) trabalhou dias e noites para fazer a tradução e Hélène ao revisar a tradução não gostou do termo adotado para a tradução do termo em inglês, Open Access, que era Accès Ouverte. Já naquela época, ela preferia o termo “libre Accès” (acesso livre).
Hélène disse que comparou o termo com um lugar que poderia ter uma dualidade de acesso (opções de tratamento) como em uma biblioteca onde existem estantes que podem ser de acesso livre e outras estantes que são de acesso restrito (reservado aos funcionário apenas).
A mesma coisa pode acontecer em uma loja. Na entrada você pode ser convidado para uma entrada livre. É um convite para visitar e descobrir, onde você pode pegar as coisas nas estantes e devolver. Aquilo que está na loja não te pertence, mas você pode ver tudo o que quiser.
Ela consultou outras pessoas, inclusive um especialista em informática simpatizante do software livre, que disse: “ah moi, jê suis pour tout ce qui est libre” (ah, eu sou a favor de tudo que é livre). E assim nasceu a expressão “libre accès” (acesso livre).
Ao longo desses anos Hélène tem defendido o uso do termo libre accès em lugar de Open Access. E, ela acabou por vencer essa luta após diversas publicações em que ela utilizou o termo libre accès.
Hélène diz que agora os falantes de língua inglesa tem preferido o termo libre accès porque ele é mais claro que Open Access. Ela cita inclusive que Peter Suber utiliza a expressão OA Libre e OA Gratis, mesmo em inglês.
Aliás, vale à pena reproduzir o conceito de Open Access dado por Peter Suber em seu blog: Acesso livre à literatura científica quer dizer que:
- é livre de custos;
- é livre da maioria das barreiras ao seu acesso;
- é imediato;
- é em linha.
A palavra aberta em tradução a open não significa que aquilo que se acessa possa ser reutilizado e distribuído. Enquanto que a palavra “livre” exprime a liberdade e, que apesar de uma informação não ser de sua propriedade, ela pode ser reutilizada e distribuída, que é o espírito do Open Access em inglês.


