Repositórios Institucionais de Projetos Piloto
No ano de 2009, ao mesmo tempo em que o IBICT abria um processo de licitação para promover o desenvolvimento de repositórios institucionais no País, foram concedidos 5 kits tecnológicos para 5 instituições de ensino superior construírem os seus repositórios institucionais. As instituições contempladas com esses kits foram: Universidade de Brasília, Universidade Federal de Santa Catarina, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Universidade Federal da Bahia e Universidade Federal de Pernambuco. Aparenteente, todas estas insituições implantaram os seus repositórios institucionais (RI) e estão em pleno funcionamento.
Relembro que fiz uma critica há algum tempo atrás quanto a morosidade das instituições contempladas com os kits em implantar e povoar os seus repositórios institucionais. Há duas semanas participei de três bancas para avaliação de três trabalhos de conclusão de curso de graduação da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), qdo tive a oportunidade de confirmar aquilo que eu já havia percebido e criticado neste blog. Resolvi, hoje, checar alguns dados e verificar o crescimento dos repositórios institucionais das instituições que receberam os kits na qualidade de projeto piloto. Verifiquei que algumas os RI de algumas instituições funcionam à pleno vapor, como é o caso dos RI da Universidade de Brasília e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e da Universidade Federal da Bahia. No entanto, duas das instituições participantes do projeto piloto estão, aparentemente paradas. Vejam o gráfico abaixo:
De acordo com a minha percepção, resultado da participação das bancas de exame dos TCC na FURG, ficou claro que a falta de uma política institucional de informação pode ter como consequência esse nível de frustração. Acredito que todas as outras três universidades adotaram a estratégia de a própria biblioteca fazer os depósitos para suprir a falta de tal política. É uma atitude elogiável, visto que, com isto puderam cumprir com as suas obrigações e demonstraram ter capacidade, competência e respeito a um acordo, dado que, os projetos piloto tinham como objetivo acelerar o desenvolvimento dos RI no Brasil. Não sei quais os motivos pelos quais os RI da UFSC e da UFPE não conseguiram decolar ou pelo menos promover o depósito ainda que em quantidades menores. Mas, ambos os RI mantém os mesmos registros de quando foram registrados no OpenDOAR.


