Blog do Kuramoto

Este blog se dedica às discussões sobre o Acesso Livre (OA)

Segredo para o sucesso na implantação de um RI

Na entrevista do reitor da Universidaté de Liège, o Prof. Bernard Rentier enfatizou a necessidade de se estabelecer um bom mandato. Ele disse, inclusive, que o mandato estabelecido pela ULG não era propriamente um mandato, uma vez que ele não adotava nenhuma medida de repressão em caso de descumprimento do referido mandato. No entanto, ele enfatizou que o depósito no repositório institucional daquela universidade era o único critério utilizado para a avaliação dos pesquisadores por aquela universidade.

Agora, mais recentemente, a Universidade do Minho, segundo Eloy Rodrigues, adotou um novo mandato, no qual, foi também estabelecido o mesmo critério recomendado pelo Prof. Bernard Rentier, qual seja, conforme as suas próprias palavras, no Facebook: “…O que caracteriza a nova política da U.M., tal como a de Liégè, é o facto do depósito no repositório estar ligado e ser usado como ferramenta e condição para reportar e avaliar a produção científica dos autores e dos centros de pesquisa e departamentos.” Assim, com esse novo mandato, os resultados começaram a aparecer, segundo Eloy:

“Os resultados da nova política de auto-arquivo da UM: Já foram depositados mais de 1900 documentos no RepositóriUM desde o início de 2011, mais do que o registado em cada um dos anos de 2006 a 2010. E comparando com o mesmo período de 2010 (Janeiro a Julho), já foram depositados 2,7 mais documentos, por 2,5 vezes mais jogadores. Temos razões para acreditar que 2011 será um excelente ano para o RepositóriUM.”

O termo utilizado por Eloy “jogadores” é uma referência aos autores; Eloy por um ato falho se equivocou na hora de anunciar o feito no Facebook. Mas, nada que dificulte o entendimento.

Este é um exemplo, somado ao da Université de Liège, que comprova o fato de que a adoção de um mandato é o segredo para o sucesso de um repositório institucional. A propósito, é bom que se diga, o PLS 387/2011 propõe algo semelhante tanto para as universidades quanto para as agências de fomento, a nível nacional.

A aprovação do PLS 387/2011 certamente contribuirá para que repositórios institucionais brasileiros registrados no OpenDOAR tenham maior fluxo no depósito e registro da produção científica e, evitará que repositórios de universidades como a UFSC ou a UFSe, não permaneçam com 4 e 5 registros, respectivamente, desde os seus cadastramentos no OpenDOAR. Por isto a necessidade de aprovação imediata do PLS 387/2011. No caso dessas duas universidades, certamente, há outros problemas de gerenciamento, pois, não acredito que a falta de uma política seja responsável por tão baixa aliementação. A propósito, reitero o apoio de todos a este projeto de lei assinando a petição pública aqui. Se vc tem twitter, aproveite e entre na campanha do acesso livre, divulgando-a com o hashtag #openaccessbrasilja.

julho 28, 2011 Publicado por | Política OA | , , , | Deixe um comentário

No OpenDOAR o número de repositórios ultrapassa a 2000

A via Verde continua se consolidando, o sítio OpenDOAR indica que os registros de repositórios digitais ultrapassaram a casa dos 2000 repositórios. Existem, hoje, 2005 repositórios digitias registrados e se distribuem da seguinte forma:

OpenDOAR Chart: Número de Repositórios por Continente

Pelo gráfico, verificamos que 79,2% dos repositórios registrados encontram-se em países localizados na América do Norte e na Europa. Na América Sul a distribuição é a seguinte:

OpenDOAR Chart: Número de Repositórios por Países - America do Sul

Vejam a distribuição de repositórios por plataforma de software utilizada. No gráfico verifica-se a predominância do software Dspace como sistema gerenciador de repositórios institucionais.

OpenDOAR Chart: Usage of Open Access Repository Software - Brazil

O sítio OpenDOAR tem o requinte de mostrar o status dos repositórios digitais, vejam:

OpenDOAR Chart: Status Operacional dos Repositórios Digitais brasileiros

Do total de repositórios digitais brasileiros, 76% estão em funcionamento ou operacionais, 22% são experimentais e 2% apresentam mal funcionamento. Esses dois porcento refere-se a um dos repositórios brasileiros e que não apresenta um bom funcionamento, certamente, provocado por alguma parametrização incorreta, dado que o OpenDOAR verifica periodicamente o funcionamento do protocolo OAI-PMH.

julho 27, 2011 Publicado por | artigo | , , , | 2 Comentários

OA: soluções em prol dos pesquisadores

Com relação ainda a desconfiança ou receios existentes na área executiva do governo federal é preciso ainda esclarecer o seguinte: 1) o objetivo do Open Access (OA) e suas estratégias são de cunho eminentemente social – trata-se de um programa de inclusão social, assim como também de inclusão cognitiva; 2) os portais de periódicos são serviços contratados junto a fornecedores comerciais, os editores de revistas científicas, portanto, os interesses envolvidos não são exlcusivamente sociais – aliás, muito pelo contrário, são parte de uma ação de exclusão cognitiva, pois mantém à margem do acesso ao conhecimento científico milhares de pesquisadores.

Por outro lado, eventuais desconfianças ou receios poderiam ser esclarecidos mediante a realização de estudos prospectivos , pois, no contexto da área executiva do governo federal existem organismos em cuja missão se insere a realização de estudos estratégicos visando o estabelecimento de políticas públicas. A informação científica é um insumo altamente estratégico para o País e, portanto, merece o desenvolvimento de um estudo sobre o OA e seu impacto no orçamento, seu impacto no desenvolvimento da ciência e seus benefícios ou, eventualmente, como desconfiam alguns executivos, malefícios. É importante, no entando, salientar a existência de estudos similares realizados no Reino Unido, como o relatório (Houghton et al, 2009) e outros existentes na Internet, inclusive neste blog na sessão “Documentos OA”. A leitura, pura e simples, desses relatórios contribuiria para a tomada de decisão, uma vez que os estudos foram realizadas por instituições confiáveis.

O fato é que as revistas científicas deveriam servir à pesquisa e não o inverso. Hoje, as pesquisas são desenvolvidas e geram resultados que são entregues gratuitamente pelos seus autores para serem publicados nessas revistas. Mas, caso o autor ou qualquer outro usuário que queira ter acesso a esta publicação e, em particular, a um determinado artigo desta publicação é obrigado a assiná-la.

Considerando-se que essas revistas recebem gratuitamente os artigos dos seus autores para publicação e que os seus editores as vendem para aqueles que querem ou precisam ter acesso aos resultados publicados nessas revistas, por meio de assinaturas, revela-se, então, o cunho/interesse comercial desses editores. Trata-se de um excelente negócio para as editoras dessas revistas, pois recebem os insumos gratuitamente e os revende a preços estratosféricos. E este negócio se torna ainda mais atrativos na medida em que mantém em suas carteiras clientes cativos como governos e universidades. Os autores/pesquisadores não estão interessados em fazer lucro com as suas pesquisas, mas estão interessados em ver as suas pesquisas lidas, citadas e usadas, daí a necessidade do OA.

Uma outra análise, considerando-se que a maioria das pesquisas são financiadas com recursos públicos e que os seus resultados são publicados em revista científicas comerciais, as quais são acessíveis apenas mediante o pagamento de assinaturas, verifica-se que a sociedade paga duas vezes pelo mesmo produto ou serviço. Portanto, o OA não ameaça os portais de periódicos, visto que, o seu objetivo principal é tornar livremente acessível os 2,5 milhões de artigos que são publicados anualmente em 28 mil títulos de periódicos.

O objetivo do OA coincide com os objetivos dos portais de periódicos, porém, o fazem a um custo muito menor do que o custo de manutenção desses portais. Aliás, é bom que se diga, este acesso além de ser livre de custos, utiliza uma tecnologia muito mais inovadora e moderna.

Outro fato importante a mencionar é que o OA não necessita da construção de nenhum portal específico, as soluções tecnológicas já existem e estão disponíveis para qualquer usuário, seja ele da comunidade científica, seja ele um cidadão comum da sociedade. Isto é possível porque os mecanismos de busca como o Google, Google Scholar, Yahoo e outros indexam os repositórios institucionaise qualquer outro objeto existente na web. Assim, basta ter uma conexão à internet e não depende de nenhum convênio ou acordo formal ou de qualquer pagamento. Este é o grande trunfo do OA.

Evidentemente, que se alguma instituição quiser fornecer serviços com valor agregado, nada impede que estas construam os seus portais customizados para oferecer tais serviços. Mas, não haverá necessidade de o governo federal gastar recursos orçamentários para aquisição de pacotes de software ou para desenvolvimentos quaisquer.

julho 22, 2011 Publicado por | artigo | , , | Deixe um comentário

Jornal da Ciência ajuda a disseminar o OA e o PLS 387/2011

Foi publicado, na edição de hoje, do Jornal da Ciência, um artigo de minha autoria intitulado: PLS 387/2011: Uma Nova Esperança para o Acesso Livre no Brasil. A idéia é buscar maior apoio da comunidade científica e esclarecer sobre o Open Access e sua importância para a comunidade científica brasileira, especialmente para o pesquisador.

julho 20, 2011 Publicado por | artigo | , , | Deixe um comentário

Que ameaças o OA pode trazer aos portais de revistas científicas?

Muitas pessoas, incluindo, principalmente, os tomadores de decisão, vêem as iniciativas preconizada pelo OA com muito receio. Receio do novo, da inovação, etc. Mas, isto acontece por desconhecimento dos fundamentos do acesso livre e do seu objetivo. Dentre os diversos receios, um refere-se à ameaça que a estratégia Verde do OA poderia trazer aos portais de periódicos científicos.

O fato é que o custo de acesso às mais importantes revistas científicas alcançou níveis estratosféricos, provocando a chamada crise dos periódicos científicos e, isto dificultou o acesso à informação científica.

Em resposta a esta crise, pesquisadores de várias partes do globo terrestre iniciaram um movimento chamado Open Access (OA). O seu objetivo é tornar livremente acessível os 2,5 milhões de artigos que são publicados em 28 mil títulos de revistas científicas.

Nos países e universidades onde foi adotado a estratégia Verde do OA, os seus portais de periódicos científicos continuaram existindo em paralelo às iniciativas de acesso livre. Esta estratégia promove o desenvolvimento de uma infraestrutura global de acesso livre. Mas, ao mesmo tempo não podem parar suas pesquisas e, portanto, mantêm os seus portais de periódicos científicos assinados junto aos respectivos editores. Isto, hoje, é necessário porque apenas uma pequena parte dos artigos publicados são acessíveis livremente.

Em futuro próximo, quando o OA for universal, ou seja, quando a totalidade de artigos publicados anualmente forem acessíveis livremente, aí sim esses portais seriam passíveis de desativação. Portanto, as iniciativas do OA poderão tornar-se uma ameaça futura a esses portais, mas não no momento atual e nem nos próximos dois ou três anos. Essa demora vai depender da intensidade de adoção da estratégia preconizada pela via Verde por parte de países e/ou universidades. Mas, o OA não representa uma ameaça imediata a esses portais.

Na realidade, as iniciativas do OA não são uma ameaça a esses portais. Costumo dizer que a estratégia verde do OA é uma ameaça saudável a esses portais, na medida em que, promove o acesso livre à informação científica e, deixa a quem quiser a opção de continuar mantendo os seus portais de periódicos científicos e/ou substituí-lo por um portal de acesso livre e, mais do que isto, promover maior visibilidade, uso e impacto às pesquisas e, além disso, economia de recursos para reinvestí-los em outra rubricas. Os benefícios são muito maiores do que se pensa, só a prática poderá comprová-los. Alguns já tiveram a satisfação de comprová-los, como o Prof. Bernard Rentier da Université de Liège conforme sua entrevista recente falando sobre o repositório institucional daquela universidade, o ORBi, e Eloi Rodrigues da Universidade do Minho, que vem disseminando, em nível global, a sua experiência no desenvolvimento e implantação do RepositoriUM. Além do acesso livre, essas instituições incorporaram novas tecnologias na gestão do investimento e conhecimento científico.

Aproveitando, convido o leitor a assinar a petição pública de apoio ao PLS 387/2011, clicando aqui.

julho 19, 2011 Publicado por | artigo | , , | Deixe um comentário

Última parte da síntese da entrevista de Peter Suber

Nesta parte final da entrevista de Peter Suber ao jornalista Richard Poynder, ele fala sobre as revistas OA, especialmente das revistas que utilizam o modelo PLoS ONE. É um tema interessante a estudar, tendo em vista, que este modelo poderá contribuir para que as revistas brasileiras tornem-se auto-sustentáveis. Vejam o que diz Peter Suber.

PLoS ONE é um modelo importante para uma revista revisada por pares, mesmo em um contexto de outras revistas revisadas por pares OA. O rápido crescimento de revistas que utilizam modelo similar ao do PLoS ONE é um desenvolvimento significativo na área de publicação de revistas em geral, especialmente à luz do fato de que algumas das revistas clones do PLoS ONE, eram, antes, os críticos mais duros do modelo PLoS ONE.

Em qualquer ciência, onde há algum consenso profissional sobre metodologia, faz sentido separar a solidez metodológica da importância e se concentrar na solidez da revisão da pré-publicação. Tentar superar a importância, assim como o crescimento da solidez no tempo e no custo da revisão por pares introduz um elemento subjetivo no juízo editorial.

A importância é melhor julgada por toda a comunidade na discussão aberta após a publicação do que por alguns pares em privado antes da publicação. Os riscos são maiores do que possa parecer, uma vez que a revisão da pré-publicação leva mais tempo do que temos de esperar para que o artigo revisado se torne OA.

O modelo se espalhará porque ele é menos dispendioso que a tradicional revisão por pares. Pode até mesmo ter se iniciado porque é menos dispendioso que a tradicional revisão por pares. Eu gosto da idéia de economizar dinheiro, especialmente em revistas OA. Mas, a minha visão pessoal, é que a redução dos custos é um argumento mais fraco a seu favor que sua velocidade e foco sobre questões passíveis ao jugamento científico.

Eu concordo com Stuart Shieber que o modelo PLoS ONE está atraindo alguns editores de alto prestigio para o mundo da estratégia da via Dourada do OA, o qual crescerá o número de títulos OA de alto prestígio. Eu também concordo que o núemro de novos clones PloS ONE aumentará a competição entre os autores, que tenderá a melhorar em termos, por exemplo, de uma menor taxa de publicação e licenças menos restritivas.

Eu também concordo com Phil Davies que se o PloS continua a conceder isenção de taxas sem ser pedido, e se o novo clone PLoS ONE não, então PloS poderia ver um aumento constante no número de autores indigentes, subtraindo qualquer economia que atualmente se possa perceber a partir do modelo. Eu não vejo uma boa solução para este problema, a não ser fazer o caso que todas as revistas com base em taxa OA, incluindo os novos clones, deve oferecer isenção de taxas em casos de dificuldades econômicas. Mas eu não espero que o argumento sobrecarregue os editores que querem maximizar os lucros e minimizar a estabilidade financeira de um rival.

Como o OA provará ser a forma mais barata de publicar artigos acadêmicos que o modelo tradicional?
Há boas razões para achar que uma publicação OA custe menos, e continuará custar menos que as publicações baseadas em assinaturas no mesmo nível de qualidade. Há vários estudos indicando isto.

Entretanto, há também quem conteste a conclusão, geralmente sem evidências ou com evidências equivocadas, tais como a experiência de editores gigantes com sobrecargas do legado da idade de impressão e assinaturas. Fico feliz em deixá-lo uma questão empírica e esperar por dados mais decisivo a surgir. Mas minha hipótesevbaseada em evidências atuais é que a publicação OA vai custar menos. ”

julho 13, 2011 Publicado por | Entrevista | , , , , | Deixe um comentário

Acesso livre no Brasil: vamos fazer acontecer

Recentemente, o senador Rodrigo Rollemberg apresentou à Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática o projeto de lei 387/2011, cujo objetivo é desenvolver e implantar a estratégia da via Verde do Open Acceess. Trata-se de um dos mais modernos mandatos de acesso livre. Este projeto de lei torna obrigatório às universidades e instituições de pesquisa públicos a construção dos seus repositórios institucionais e aos seus pesquisadores o depósito de sua produção científica. Se este projeto for aprovado e tornar-se lei, o Brasil, pela primeira vez, na sua história terá estabelecido o registro e a disseminação sistemática de sua produção científica. Esta estratégia da via Verde do OA tem demonstrado, em todas as universidades que a adotaram, que as suas pesquisas ganham maior visibilidade, uso e impacto. Exemplos desses resultados foram comprovados pela Universidade do Minho, em Portugal e pela Université de Liège na Bélgica. Os resultados obtidos na Université de Liège, foram comentados pelo seu reitor, prof. Bernard Rentier, em entrevista, por ele concedida, ao jornalista Richard Poynder que foi traduzida e publicada recentemente neste blog.

A entrevista mostrou a importância dessa estratégia no contexto daquela universidade. Por isto, o PLS 387/2011 é tão importante para o País, tanto para a comunidade científica quanto para a sociedade brasileira. Para apoiar a aprovação deste PLS, a profa. Angélica C. D. de Miranda e sua equipe, da Universidade Federal do Rio Grande, a quem agradecemos profundamente, criaram uma petição pública com o propósito de buscar maior apoio da comunidade científica e da sociedade brasileira. Clique aqui para assiná-la. Contamos com o seu apoio.

julho 11, 2011 Publicado por | artigo | , , , | Deixe um comentário

OA: as esperanças se renovam no Brasil

Senador Rodrigo Rollemberg

No dia 05/07/2011 o senador apresentou um novo projeto de mandato aderente à via Verde do Open Access à Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática do Senado Federal. Aqueles que quiserem acompanhar a sua tramitação, utilizem o seguinte link:

http://www.senado.gov.br/atividade/Materia/Detalhes.asp?p_cod_mate=101006.

O projeto de lei recebeu a denominação: PLS 387/2011.

É uma nova esperança para o OA no Brasil. Vamos trabalhar no sentido de acelerar a sua aprovação. Desde ontem, dia 06/07/2011, o referido projeto encontra-se em processo de espera por emendas. Portanto, este
é o momento para aperfeiçoarmos o referido PLS. Clique aqui para ter acesso ao texto integral do PLS 387/2011.

Aproveito este post para fazer um agradecimento público ao senador Rodrigo Rollemberg e a sua assessoria. Aliás, um agradecimento especial ao seu assessor Rodrigo Dourado, que tem me contatado com frequência e me colocado a par de todo o encaminhamento. A sorte está lançada!

julho 7, 2011 Publicado por | Mandato OA, Política OA | , , , , , | Deixe um comentário

Peter Suber fala sobre o estágio atual das iniciativas OA

Conforme comentei em um post anterior, apresentarei nestes próximos posts apenas uma síntese da entrevista realizada pelo jornalista Richard Poynder com Peter Suber, um dos mais importantes defensores do Open Access (OA). Aqueles que tiverem dificuldades para entender a síntese que apresentarei poderão ler um artigo que publiquei recentemente no Jornal da Ciência.

Peter Suber foi um dos pesquisadores que contribuíram para o surgimento do OA. E, esta talvez seja a mais importante entrevista já realizada sobre o OA, tendo em vista que, Suber explica a situação atual das estratégias e iniciativas do OA. Leiam a síntese a seguir.

Por quê e para quê OA?

Os autores precisam do OA para alcançar todos os leitores que poderão construir seu trabalho, aplicá-lo, estendê-lo, citá-lo ou fazer uso dele. Leitores precisam do OA para encontrar e recuperar todas as coisas que eles precisam ler e processar tudo que eles necessitam processar.

O OA não é meramente um compartilhamento de conhecimentos. Ele acelera a pesquisa visto que ajuda o autor e o leitor encontrar-se mutuamente. Ele é compatível com intermediários mas não é compatível com intermediários que levantam as barreiras contra o acesso para manter os autores separados dos leitores.

Basicamente nós precisamos do OA para resolver o sério problema de acesso que dificulta aos pesquisadores, tanto os autores quanto os leitores. Mas, nós também precisamos agarrar essa bela oportunidade oferecida pela Internet, especialmente a oportunidade para distribuir cópias perfeitas de artigos revisados por pares junto à audiência mundial a um custo marginal igual a zero.

Sobre a situação atual da estratégia verde OA:

Para mim, não há simplesmente uma linha de chegada para o OA. Mas, nós estamos nos aproximando rapidamente do ponto onde a via verde do OA torna-se o padrão para os artigos resultados das novas pesquisas, mesmo se ela coexiste com o acesso pago (ou acesso mediante pagamento de assinaturas) das revistas cientíicas tradicionais. A via verde do OA já é o padrão para a área da física em todo o mundo, e para a medicina na América do Norte, por diferentes razões.

O ritmo do progresso varia de área do conhecimento para área do conhecimento e de país para país, mas a direção do progresso é o mesmo em todo os lugares. A curva é ascendente em qualquer lugar. E a razão é a mesma em quase todos os lugares, ou seja, o forte crescimento das políticas aderentes à via Verde do OA, adotadas por agências de fomento e univesidades. Algumas políticas são fracas e tem pouco efeito, mas a distribuição de fortes políticas está definitavamente ampliando o volume mundial de resultados de pesquisa acessíveis livremente.

Sobre a atual situação da via Dourada:

Nós estamos fazendo progresso também nesta estratégia. O número de revsistas com revisão por pares OA está crescendo rápidamente, tanto as novas revistas OA quanto as revistas existentes que são acessíveis por meio de assinaturas convertidas para OA. Há mais revistas OA dando lucro. Existem mais revistas OA ganhando reputação pela sua alta qualidade, importância e prestígio.

Existem mais experimentos com diferentes modelos de negócio para revistas OA em diferentes nichos e mais reconhecimento de que há muitos diferentes modelos de negócios a experimentar. Há mais universidades e agências de fomento dispostos a pagarem pelas taxas de publicação para revistas OA cujos modelos de negócios se baseiam no pagamento dessas taxas – e, , esses números estão crescendo mesmo em uma profunda recessão.

Há mais reconhecimento de que o apoio a revistas OA é um investimento em nível superior ao suporte à pesquisa, pesquisadores, instituições de pesquisa, e revisão por pares. Mais revistas OA estão documentando que sua conversão para o OA aumentou o número de submissões e impacto na citação.

O crescimento no número de conversão de revistas, baseadas em assinaturas, para OA, em meu entendimento, sugere que os editores de pequeno e médio porte estão começando a ver o OA menos como uma ameaça e mais como uma estratégia de sobrevivência. Os grandes negócios estão absorvendo os orçamentos das bibliotecas, o orçamento das bibliotecas são estáticos ou decrescentes, e revistas excluídas dos grandes negócios têm pouco futuro em modelos baseados em assinaturas.

De fato, eu vejo um maior reconhecimento de que o modelo baseado em assinaturas é insustentável em um mundo no qual o volume de conhecimento publicado cresce rapidamente, e os preços de assinaturas cresce mais rápido que os orçamentos das bibliotecas e a inflação.

Eu vejo mais agências de fomento e governos – não apenas bibliotecas e universidades – chegando à conclusão de que a barreira do preço a esta critica e útil literatura criam espaços danosos ao acesso e minam os investimentos públicos em pesquisa e revisão por pares. Estas instituições têm se comprometido com a estratégia da via Verde, mas elas também estão se comprometendo de forma crescente com a estratégia da via Dourada também.

Segue a mensagem de Suber aos editores que se mantêm contra o OA, especialmente aqueles que fazem lobby contra os mandatos de auto-arquivamento (depósito):

“Eu diria que eles devem aceitar a legitimidade de exigir OA à pesquisa que recebe financiamento público e concentrar suas objeções sobre a duração do embargo permitido. Se não, eles estão colocando seus interesses privados à frente do interesse público e exigindo que os órgãos públicos façam o mesmo.

“Se eles não se opõe aos mandatos da via Verde do OA para as pesquisas com financiamentos públicos e apenas resistem à idéia de converter as revistas, baseada em assinaturas, para revistas OA por si só, então eu não tenho nenhuma objeção. Mas eu devo exortá-los a permitir que o autor seja iniciado à estratégia verde do OA. Eu devo exortá-los a estudar a estratégia da via Dourada para os editores que estão pagando suas contas e fazendo lucros e estudar a real sustentabilidade do modelo de negócio baseado em assinatura em um mundo de crescimento rápido das pesquisas e orçamentos estacionários ou decrescente das bibliotecas. Mas a escolha é deles, e eu nunca quis que a política do governo fosse além da regulação dos subsídios para a regulação dos editores.

“Para mim, o recado aos editores cujo modelo de negócios de suas revistas é baseado em assinatura tem 4 pontos: em primeiro lugar, permitir a estratégia verde do OA. Em segundo lugar, estudar a estratégia Dourada do OA. Terceiro, não agir da mesma maneira como órgãos públicos agem no interesse público. Quarto, não agir da mesma maneira como pesquisadores e instituições de pesquisa agem no interesse da pesquisa.”

julho 7, 2011 Publicado por | Entrevista | , , , , , , , | 1 Comentário

Quem é esse líder da revolução sem líderes, Peter Suber?

Peter Suber

Antes de apresentar os posts relativos à síntese da entrevista de Peter Suber ao jornalista Richard Poynder, é preciso conhecer o personagem. Leiam a seguir.

O que é notável sobre o movimento acesso aberto (OA) é que apesar de não ter uma estrutura formal, nenhuma organização oficial, e nenhum líder nomeado, o movimento provocou uma transformação radical no sistema de comunicação científica que pouco mudou em 350 anos de vida. Mais notavelmente, ele demonstrou que não é mais racional, ou mesmo necessário, construir uma barreira de pagamento de assinaturas das revistas entre os pesquisadores e a pesquisa.

Enquanto muitos têm desempenhado um papel importante no movimento, ninguém foi tão influente, ou tão eficaz, como filósofo, jurista, e o inicialmente cômico Peter Suber é agora visto como o líder de facto da revolução sem líderes.

Entre as contribuições únicas de Suber, ele desempenhou o papel de parteiro no nascimento do movimento OA. Especificamente, ele esteve presente na reunião que deu origem ao movimento Open Access, em 2001, Budapeste Open Access Initiative (convocada pela Fundação Soros), na Hungria, onde o OA e sua agenda foram inicialmente definidos. Suber também redigiu o Manifesto associado, , elaborando-o, de forma bem sucedida, integrando as diferentes agendas articuladas em Budapeste em um todo coerente e convincente, que serviu para inspirar e despertar defensores do OA.

Alguns argumentam que sem a presença de Suber, o encontro de Budapeste poderia ter se divido em diversas facções. Da mesma forma, sem a sua visão estratégica e capacidade de moderação e arbitramento de conflitos freqüentes, um movimento inerentemente fissíparo poderia ter se dividido em diversas facções desde então.

“Peter é gentil, leal e adota uma abordagem ecumênica, que tem se revelado mais persuasiva do que algumas das abordagens mais impacientes (inclusive a minha). Embora, como ele mesmo apontou, se for necessário, ele pode ser bastante firme e forte também”, disse um de seus colegas defensores do OA, Stevan Harnad.

Suber realmente tornou-se a cola que mantém o movimento unido e é seu estrategista-chefe. Suas principais plataformas para fazer isso tem sido o seu blog, (OAN), e o SPARC [Scholarly Publishing and Academic Resources Coalition] Newsletter Open Access, onde ele tem repetida e convincentemente defendido o OA, desconstruído e refutado os muitos argumentos utilizados contra o OA, e consistentemente inspirou o movimento.

“As contribuições de Peter em termos práticos – OA News e o [SPARC Open Access] Newsletter têm sido absolutamente fundamental em focalizar esforços e debate, mas eu diria que ainda mais importante foram os seus poderes únicos de lógica e argumentação”, diz a consultora de publicação e advogada do OA Alma Swan. “Ele põe a questão de forma persuasiva e difícil de refutar: ele é inimitável a esse respeito.”

Mesmo os editores respeitam Suber. “Eu nunca conheci Peter, mas eu tenho admirado a sua clareza de expressão e análise, e respeito a sua resistência e dedicação ao movimento de acesso livre”, diz Graham Taylor, diretor de publicação educational, acadêmico e profissional no The Publishers Association. “Parece-me que o seu boletim de notícias SPARC foi por algum tempo o carro-chefe em que o resto dos seguidores do OA depende para o seu senso de direção e rigor.”

Suber provou ser um advogado altamente eficaz nos bastidores. “Peter tem sido um colaborador chave para o desenvolvimento de políticas de acesso livre, tanto a nível institucional quanto nacional”, diz Heather Joseph, diretora executiva da SPARC. “Ele tem sido amplamente respeitado por sua análise cuidadosa, pelo bom conselho pelo bom uso da palavra, por iss, sem qualquer surpresa o seu conselho é muito procurado pelos formuladores de políticas, não só aqui nos EUA, mas em todo o mundo também. “

“Não é que o OA não teria acontecido sem Peter Suber: É óptimo e inevitável. Mas a sua liderança tornou muito mais prossível de acontecer, mais cedo ou mais tarde”, diz Harnad.

Certamente nenhum outro defensor do OA fez mais sacrifício do que Suber na defesa do OA. Em 2003, ele colocou uma carreira de sucesso acadêmico, em espera, para defender o OA, uma decisão que significava abrir mão de uma posição de titular para uma série incerta, a curto prazo, de auxílios e subvenções.

Mas o reconhecimento e as recompensas só começaram a aparecer em 2009, quando Suber recebeu uma bolsa conjunta do Centro Berkman para Internet e Sociedade com o Escritório de Comunicação Acadêmica de Harvard e Biblioteca da Escola de Direito de Harvard. E, no início deste ano, a American Library Association (ALA) anunciou que tinha selecionado Suber como o vencedor do Prêmio L. Ray Patterson Copyright de 2011 por seu trabalho em defesa do OA. Suber é também pesquisador sênior do SPARC e membro do Conselho do Enabling Open Scholarship. Ele também atua como diretor de projeto OA no Public Knowledge.

julho 6, 2011 Publicado por | Entrevista | , , , , , , | Deixe um comentário

Suber: Leader of a Leaderless Revolution

Mais uma interessante e importante entrevista realizada pelo jornalista Richard Poynder e publicada no sítio Information Today, hoje, 4 de julho de 2011, sob o título deste post, Suber: Líder de uma Revolução sem Líderes. Não ouso me comprometer a traduzir mais esta entrevista, mas me comprometo a fazer uma síntese dela e publicar neste blog.

julho 4, 2011 Publicado por | Sem categoria | 1 Comentário

Resultado da enquete

Infelizmente a enquete não foi um mecanismo muito esclarecedor, dado a quantidade de votos total. Apenas 23 votos foram computados. Há duas possibilidades: 1) a enquente não contabilizou os votos; 2) poucos leitores votaram. Contudo, esses 23 votos foram assim distribuídos:

8 – Os dirigentes das instituições não conhecem o Open Access
7 – Os dirigentes entendem ser as iniciativas OA inóquas.
4 – Os dirigentes entendem ser essas iniciativas uma forma de entregar as pesquisas ao estrangeiro
2 – Os dirigentes/pesquisadores estão satisfeitos com o acesso à informação científica no Brasil
2 – Outros, mas não explicitaram as suas respostas.

Apesar da pequena amostra, depreende-se que há necessidade de insistir em esclarecer melhor do que se trata o Open Access. Essas poucas respostas indicam esse desconhecimento.

julho 4, 2011 Publicado por | enquete | , , | Deixe um comentário

Video: O que é Open Access?

Bem, aproveitando o fim de semana, vamos rever um video que explica oque é o Open Access. Assistam!!

julho 2, 2011 Publicado por | Vídeos | , , | 2 Comentários

Divirtam-se com este curtíssimo video

Considerando que mais um fim de semana se aproxima, nada mais relaxante que assistir a este curtíssimo vídeo, mostrando um cansado artigo de acesso restrito feliz por ter conseguido ser lido. No entanto, ele se pergunta por que o artigo de acesso livre se apresenta com umm olhar fresco, embora ele tenha sido lido constantemente… Divirtam-se…!!!

julho 1, 2011 Publicado por | Vídeos | , , | Deixe um comentário

Sessão Defesa do OA: Conversa, Tendências Emergentes e Integração. Segunda parte

Após a apresentação de Monica Hammes, foi a vez de William J. Nixon apresentar a sua visão de como argumentar em defesa do OA. Nixon apresentou a sua visão utilizando um sistema que integra o repositório institucional da Universidade de Glasgow e um sistema de informação de uma agência de fomento. Muito interessante a abordagem, pois, o resultado foi a oferta de serviços de informação com valor agregado. A idéia não é de todo original, visto que, enquanto eu ainda trabalhava no IBICT fiz algumas tentativas de integrar os repositórios institucionais à Plataforma Lattes. E, agora, mais recentemente, encaminhei um projeto e um ofício sugerindo ao presidente do CNPq o estabelecimento de um mandato, dado que o CNPq é uma das maiores e mais importantes agências de fomento. Infelizmente, não recebí nenhuma resposta sobre as minhas sugestões. Dentre as sugestões, além de estabelecer o mandato OA verde, que seria, em última instância, a memória da produção científica financiada por aquela agência de fomento, propus também que se criasse um repositório central e que este fosse integrado à Plataforma Lattes. Certamente, teríamos inúmeros benefícios com essa integração.

Vejam a síntese da apresentação de William J. Nixon, que se intitula: Nenhum repositório é uma ilha

“A abordagem de SILOS para um repositório não funciona”, William J. Nixon é espirituoso ao explicar “, apenas a defesa do OA não funciona. Precisamos de integração”. Ele apresentou o repositório institucional Enlighten da Universidade de Glasgow, integrado a um sistema de informação de uma agência de fomento à pesquisa, construído sob encomenda, incluindo informações sobre a agência de fomento, finanças, recursos humanos, aluno, páginas da publicação com feeds ao twitter, etc”.

O repositório integrado oferece serviços de informação com valor agregado, ele proporciona maior engajamento e é importante para a defesa dos direitos”. Nixon explica como foi a sua “jornada integrada”, que inclui projetos tais como ENRICH e ENQUIRE:

• Integração entre as publicações e os dados da agência de fomento do Sistema de Informação da Agência de Fomento à Pesquisa;
• Alimentação das páginas de perfis institucionais;
• Pilotagem dos resultados de pesquisa, impacto e dados de estima por meio do repositório;
• Redução de duplicatas – usuários e bibliotecários detestam duplicatas;
• Exploração de novas oportunidades, tais como: mineraçãode dados, “business intelligence”, analíticas, métricas, ranqueamento e visibilidade.

“Reutilização, reutilização, reutilização: quanto mais é usado maior é a valorização”, repete Nixon, “. O retorno da informações aos autores promove maior engajamento da academia.” Finalmente, ele sugere um mantra, em texto integral, 4R para Enlightenment de autoria de Morag Greig, o que resultaria em, bem, um texto mais completo, visto que, o repositorio Enlighten ainda contém apenas 10% dos artigos em texto integral: Relembre, Reacenda, Reassegure, Reiterem!

Em seguida, apresentou-se Heather Joseph, que falou sobre o papel do SPARC na defesa do OA. Esta organização, SPARC, foi apresentada não apenas como defensora do OA, mas como promotora de ações catalisadoras. Uma das quais, busca identificar pontos de pressão do mercado da comunicação científica/acadêmica para reduzir a pressão financeita sobre as bibliotecas. Isto envolve três programas:

1. Educar as partes interessadas a respeito de oportunidades para mudar o sistema de comunicação científica/acadêmica;
2. Incubar demonstrações de modelo de negócios de publicação científica promovam mudanças/avanços no sistema;
3. Promover políticas que criem um ambiente onde um sistema mais aberto de comunicação científica possa florescer

“A missão do SPARC é criar o OA como uma nova norma, e não como uma alternativa amigável, a opção da esquerda. Para fazer isto,” continua Heather Joseph, “nós entendemos que algumas regras do jogo devem ser modificadas e uma nova linguagem de comunicação científica precisa ser inventada.” Finalmente, o maior desafio de defender o OA é estar presente nos lugares onde as decisões são tomadas e SPARC está ganhando assento na mesa, está presente quando as discussões estão acontecendo, está posicionado em Washington DC, onde circulam 8 bilhões de dólares para publicações nas áreas médicas, científicas e tecnológicas, e que criam responsabilidade. “Influência próxima, mas obtendo primeiro lugar na mesa,” Joseph repete. “Nós não queremos um lugar na mesa apenas por que queremos estar lá. Nós queremos levar algo para a mesa. Bibliotecas e a comunidade OA precisam estar onde as políticas são criadas.

Encontrar uma maneira de convencer as pessoas não é fácil, mas a massa crítica pode reunir em torno de um advogado que possa explicar os quatro princípios de acesso do contribuinte:

1. Contribuintes norte-americanos têm direito de acesso aberto aos artigos científicos revisados por pares resultados de pesquisas financiadas pelo Governo dos EUA
2. Acesso distribuído à informação contida nestes artigos é um componente essencial e inseparável do investimento das nações em ciência;
3. Esta informação deve ser compartilhada de forma rentável, por meio da Internet, para estimular novas descobertas, inovação e promover a conversão deste conhecimento em benefícios públicos;
4. Maior acesso à informação promoverá o seu uso por parte de milhões de indivíduos, cientistas e profissionais, além de promover um retorno mais rápido dos investimentos pagos pelos contribuintes.

Heather Joseph não deixou de lado alguns resultados de tais ações, uma delas a política OA do National Institute of Health (NIH) que foi promulgada em lei dos EUA em abril de 2008 e agora conta com mais de 2.200.000 artigos em texto integral disponível no repostiório central PubMed Central, que conta com cerca de 500 mil usuários únicos por dia, com 99% artigos baixados pelo menos uma vez, 25% dos usuários são usuários de universidades, 40% são cidadãos e 17% são empresas. O restante são usuários provenientes do governo e outros. Uma tendência emergente é que o “open grant” faça discussões nacionais sobre esses temas que estão crescendo em freqüência.

Acredito Heather acrescentou um elemento essencial para a discussão quando ela percebeu que os esforços de defesa nacionais do OA são vagamente coordenados. Ela propôs estruturas e redes locais para facilitar um esforço explícito e sustentado para ajudar a coordenar, não apenas a nível nacional, mas a nível internacional para a defesa do OA. Desta forma,”poderíamos ser mais eficazes na comunidade”, conclui.

julho 1, 2011 Publicado por | Evento | , , , , , , , | 1 Comentário

   

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