Além do grupo Nature, outra importante sociedade anuncia a sua política de acesso livre
O acesso livre caminha para a sua consolidação, além do post publicado hoje neste blog, dando conta de que o grupo Nature Publishing Group anunciou que mais 7 de suas revistas adotaram a opção pelo acesso livre, uma outra sociedade anuncia a sua política aderente ao acesso livre. Trata-se da Royal Society, que divulga esta política no seu sítio. Trata-se de uma política similar à adotada pelo Nature Publishing Group com algumas de suas publicações. No entanto, a Royal Society atribui nomes a cada uma de suas iniciativas.
Uma coisa muito interessante é o fato de esta academia, além de pioneira e tradicional, se comprometer, inclusive informando que este é o seu papel enquanto academia de ciência, em dar a maior divulgação possível dos resultados de pesquisas. E, desta forma, eles entendem que a adoção das estratégias propostas pelo Open Access, é o caminho para esta grande disseminação da informação. Em consequência a Royal Society estabelece:
- Gold Open Access
Em conformidade com o esquema chamado EXiS Open Choice, que foi estabelecido por eles, o autor poderá tornar os seus artigos disponíveis livremente para todos, imediatamente após a publicação mediante o pagamento de uma taxa de processamento do artigo. Estes artigos serão cobertos pela licença Creative Commons, permitindo a sua distribuição e re-uso. E, ao mesmo tempo, a Royal Society providencia o seu depósito no PubMed Central em nome do autor. O termo EXiS Open Choise refere-se à denominação do modelo de negócio adotado para as suas revistas e que é o mesmo adotado pela editora NPG, modelo “author pays”.
- Green Open Access
Os autores poderão depositar os pre-prints de seus artigos em um repositório, a qualquer tempo. A versão final do manuscrito aceito só poderá ser depositado em um repositório a partir de 12 meses contados da publicação do artigo.
- Delayed Open Access
Os artigos publicados há mais de 12 meses (ciências biológicas) e há mais de 24 meses (ciências físicas) estão disponíveis para acesso livre à todos. A versão digital das revistas estão excluídas, ou seja, não são livremente acessíveis.
- Developing World Access
A Royal Society é parceira em diversas iniciativas internacionais operados pela ONU e OMS para tornar imediata e livremente acessíveis artigos das revistas científicas aos países mais pobres do mundo. Atualmente, a Royal Society participa de projetos como: PERii/INASP, HINARI, AGORA e OARE.
Maiores detalhes poderão ser lidos e observados na página Royal Society Open Access.
Mais 7 revistas adotam a opção pelo acesso livre
A editora Nature Publishing Group (NPG) anuncia que mais 7 revistas publicadas por este grupo adotaram a opção de acesso livre, utilizando como modelo de negócio “author pays”. Ou seja, o autor tem a opção de tornar o seu trabalho, publicado em alguma destas 7 revistas, de acesso livre mediante o pagamento de uma taxa que eles denominam de Article Processing Charge (APC).
O valor desta taxa APC depende da política adotada por cada uma destas revistas. Maiores informações poderão ser obtidas na página web de cada uma destas revistas. Segundo a matéria, esta taxa varia de acordo com a seletividade da revista, a quantidade de artigos publicada e a taxa de rejeição associada.
O autor ao pagar a referida taxa obterá os seguintes benefícios: escolha de licenças, incluindo uma que permita trabalhos derivados, acesso imediato e permanente, para todos, à versão final do seu artigo publicado em nature.com e PubMed Central e direito ao auto-arquivamento da versão final de seu artigo publicado para acesso público imediatamente após a sua publicação.
As 7 revistas que adotaram este modelo são: American Journal of Gastroenterology, Bone Marrow Transplantation, Gene Therapy, International Journal of Obesity, Journal of Cerebral Blood Flow and Metabolism, Oncogene, and Leukemia.
O grupo NPG informa que agora são 25 revistas, publicadas por esta editora, a adotarem a opção de acesso livre.

