Êxitos de uma resposta com o suporte da tecnologia

Hoje, 6 de junho de 2009, portanto, três semanas após o lançamento da minha petição, verifico que esta iniciativa conta com 295 assinaturas, das quais 175 deixaram comentários, 174 deixaram comentários de apoio e um(a) deixou um comentário negativo.

De todas as assinaturas, tentei identificar as suas procedências  verificando os e-mails declarados. Foi muito difícil, pois uma parte dos emails declarados tem o domínio localizados em provedores públicos ou privados, mas não da instituição à qual se vincula, como por exemplo: gmail.com, Hotmail.com, ig.com.br e outros. Porém,  parte se identificou, declarando o e-mail da organização em que trabalha. Essa parte identificada representa menos de 50% do total de assinaturas. Foi possível, portanto, identificar assinaturas provenientes de 62 instituições que foram classificadas e colocadas no gráfico que se segue:

 grafico_peti

 Apesar de boa parte das assinaturas não permitirem a identificação de sua procedência, devo dizer que a petição atendeu plenamente as expectativas, uma vez que a quantidade de assinaturas é relativamente grande, cerca de 300, obtidas livre de qualquer pressão ou ameaça, e envolve uma classe variada de instituições pertencentes a diversos segmentos da comunidade científica e de informação, envolvendo tanto organismos privados, quanto públicos, federais e estaduais, e internacionais.

 Dentre as unidades de pesquisa ligadas ao MCT, foram identificadas assinaturas provenientes de 6 unidades, inclusive do Ibict. É importante ressaltar também que não houve nenhuma pressão para que as pessoas assinassem a petição. As assinaturas foram apostas por livre e espontânea vontade das pessoas que me apóiam, ao contrário do que aconteceu no Ibict quando se passou o abaixo-assinado, muitos dos colegas foram pressionados a assinar. Isto me faz lembrar de tempos passados da nossa história e que pensei jamais ver isto novamente. Sim, é incrível, mas infelizmente isto  acontece em pleno terceiro milênio. Os métodos antigos são ainda empregados. O que mais me entristece é saber que uma colega, que conviveu  e  trabalhou comigo durante anos, obrigou os seus subordinados a assinarem tal abaixo-assinado. É lamentável, aliás retiro a expressão utilizada incorretamente, não posso considerá-la como “colega” , seria um elolgio se assim fosse.  Bem, mas essas coisas a gente releva, esquece, pois esse tipo de pessoa não deveria merecer  qualquer destaque em meu blog. Aliás, é bom que se diga, tanto esta ação quanto àquela do comentário negativo em minha petição demonstram o nível de meu(s) adversário(s) ou dos seus partidários, porque não acredito que alguém que queira ser diretor do Ibict se digne a baixar a tal nível.

Por outro lado, é importante considerar que as assinaturas foram provenientes tanto de organizações brasileiras quanto estrangeiras. E, isto mostra a importância que o Ibict ganha neste terceiro milênio. Vivemos um mundo globalizado e neste contexto, não se fala mais em ciência nacional. Ela também é  globalizada e todos os desenvolvimentos e iniciativas visam consolidar essa globalização. Portanto, essa  petição vem demonstrar a dimensão que o Ibict ganhou neste terceiro milênio, mormente ao liderar o movimento do acesso livre no País. É importante dizer que o Ibict vem desenvolvendo iniciativas compatíveis com os arquivos abertos desde 2002, portanto, anterior à atual gestão.  Em 2003, eu trouxe a idéia de absorver e customizar o software Open Journal System (OJS) para a língua portuguesa, e utilizá-lo e distribuí-lo à comunidade editorial científica. Assim, se começaram as iniciativas do acesso livre no Brasil. Tema que abordarei em uma próxima matéria neste blog.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <pre> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>