Projeto piloto de repositórios institucionais
O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) e a Universidade de Brasília tentaram criar um projeto piloto de repositórios institucionais, inicialmente, convidando 6 universidades (UNICAMP, USP, UFRGS, UFRJ, UFPE e UFAm). Isto aconteceu no final do ano de 2007 e óbviamente não obtivemos sucesso e a idéia fracassou. Fizemos, agora, uma nova tentativa com a participação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Insere-se a este grupo de instituições de ensino superior a própria Universidade de Brasília (UnB). Já recebemos a confirmação de quase todas as universidades convidadas. A idéia deste projeto é implantar um repositório institucional em cada uma dessas universidade em um tempo bastante rápido, não mais do que 6 meses.
Estive, no último dia 26 de maio, em Florianópolis, a convite da Biblioteca Central da UFSC, para um evento comemorativo do primeiro ano da incubadora de revistas científicas daquela universidade que agora será mantida e gerenciada pela Biblioteca Central daquela universidade. Na oportunidade, fiz uma palestra falando sobre o e-science e também do acesso livre, em especial sobre repositórios institucionais.
Aproveitando a mesma oportunidade o reitor da UFSC, prof. Álvaro Prata, me recebeu e confirmou entusiáticamente o aceite da UFSC em participar do projeto piloto, assim como o seu apoio às iniciativas do acesso livre no Brasil.
Recentemente, estive também com o reitor da UFPE, prof. Amaro Lins, que também me recepcionou de forma entusiástica, aceitando o nosso convite e também apoiando as iniciativas do acesso livre no Brasil.
Acreditamos que a implantação do projeto piloto, assim como a distribuição de recursos tecnológicos, o acesso livre no Brasil se consolide. Quando eu digo iniciativas do acesso livre, eu me refiro às duas estratégias que estamos desenvolvendo, a via verde (repositórios institucionais) e a via dourada (publicações periódicas eletrônicas de acesso livre).
Com relação às ações da via dourada, o Ibict, por intermédio de sua iniciativa de distribuir o Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER), já promoveu o desenvolvimento de mais de 650 revistas na web. Esse feito é inédito no mundo, tornando o Brasil um dos países com maior número de revistas científicas de acesso livre.
Em recente matéria publicada pelo ministro da ciência e tecnologia, Prof. Sérgio Resende, na Folha de São Paulo e Jornal da Ciência, considera que o aumento da produção científica publicada em revistas indexadas na base internacional de dados Thomson Reuters-ISI se deve à inclusão de revistas científicas brasileiras. Segundo informações desta empresa, o número de revistas científicas brasileiras nesta base passou de 63 em 2007 para 103 em 2008. Esse é um dado curioso e importante, pois, mostra o potencial que estamos criando no País com as iniciativas do acesso livre. A nossa expectativa é que algumas das mais de 650 revistas desenvolvidas por intemédio do uso do SEER possam alcançar um nível de excelência e serem incluídas na referida base de dados. E, consequentemente, teremos uma maior participação na produção científica indexada mundial. Verficamos, portanto, que os nossos esforços não foram e não estão sendo em vão.

