Blog do Kuramoto

Harvard responde à sexta pergunta da Casa Branca

janeiro 28, 2010 · Deixe um comentário

Conforme matéria anterior sobre a carta que o reitor da Universidade de Harvard, Dr. Steven Hyman, encaminhou à Casa Branca, respondendo às questões formuladas pelo OSTP – (Office of Science and Technology Policy). Eram 9 questões. No entanto, o blog de onde extraímos as respostas continham apenas respostas às questões 1,2,3,6,7,9. Assim, apresentaremos nesta sequência de matérias contendo as respostas do Dr. Steven apenas as 6 respostas e as três respostas faltantes serão objetos de novas matérias na medida em que tivermoo acesso a elas. Portanto, segue a sexta questão e sua respectiva resposta.

Casa Branca: 6. Qual versão do documento deve ser tornado público no âmbito de uma política de acesso público (por exemplo, o manuscrito do autor, revisado por pares, ou a versão final publicada)? Quais são as vantagens e desvantagens das diferentes versões de um artigo científico?

Dr. Steven: A política deve exigir o acesso do público à versão final do manuscrito revisado por pares. Isso torna o editor distribuidor exclusivo da versão publicada, a não ser, claro, que o editor tenha autorizado o autor a auto-arquivá-lo ou alguma outra forma de distribuição. O NIH aceita o fato de editores permitirem que autores depositem manuscritos revisados por pares no lugar das versões finais publicadas, no repositório do governo.

A edição publicada contém a versão final (frequentemente chamada de cópia editada), a qual contém também a paginação. Por esta razão, a edição publicada é preferível para que se possa citá-la em um artigo ou referenciá-la. No entanto, para efeitos de avanço da pesquisa, é suficiente que os pesquisadores tenham acesso ao manuscrito revisado por pares. Permitir que os editores sejam os distribuidores exclusivos das edições publicadas ajudará a proteger os seus modelos de negócio, e não irá prejudicará a pesquisa científica, portanto, é um compromisso atraente.

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Harvard responde à terceira questão da Casa Branca

janeiro 28, 2010 · Deixe um comentário

O reitor da Universidade de Harvard, Prof.Dr. Steven E. Hyman, encaminha carta ao Escritório de Políticas em Ciência e Tecnologia da Casa Branca (OSTP) contendo respostas às questões formuladas recentemente sobre a política de acesso livre. O OSTP formulou nove questões sobre o acesso livre à comunidade científica. A carta encaminhada pelo Dr. Steven à Casa Branca continham as respostas a essas perguntas. Vejam abaixo a pergunta e a respectiva resposta.

Casa Branca: Quem são os usuários de publicações revisadas por pares resultantes de pesquisas financiadas com recursos federais? Como eles acessam e utilizam estes artigos agora, e como eles poderiam, se estes artigos fossem mais acessíveis? Poderiam outros usuários terem acesso a estes se fossem mais acessíveis, e com que finalidade?

Steven: O Acesso public ajuda pesquisadores profissionais assim como leitores leigos. O acesso public ajuda os pesquisadores profissionais que não tem acesso à mesma literatura em suas instituições e ajuda os leitores leigos que geralmente também não qualquer acesso a essa literatura (bibliotecas públicas raramente fazem assinaturas de revistas científicas – revistas que tem revisão por pares).

Não importa se são muitos ou poucos leitores leigos que são capazes de ler atentamente revistas científicas ou têm motivos para fazê-lo. Pesquisadores, mas mesmo que não são muitos, os principais beneficiários de uma política de acesso público serão os profissionais, que constituem o público-alvo desta literatura e que dependem do acesso ao seu próprio trabalho.

Se os Estados Unidos estenderem o mandato de acesso público às agências federais de fomento, além de beneficiar os pesquisadores diretamente, os cidadãos leigos serão beneficiados indiretamente..

No mês passado, a Research Information Network divulgou um relatório mostrando que os pesquisadores podem fazer novas descobertas mais facilmente se eles podem acessá-las ou recuperá-las, e que as barreiras de acesso à literatura científica atrasam a sua pesquisa, impedem a colaboração, e “pode também afetar a qualidade e integridade do trabalho produzido …. “.

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Resposta à segunda pergunta da Casa Branca

janeiro 27, 2010 · Deixe um comentário

O reitor da Universidade de Harvard, Dr. Steven Hyman, enviou resposta à segunda pergunta da Casa Branca, vejam abaixo a pergunta e a respectiva resposta:

2. Que características uma política de acesso público deveria ter para melhor acomodar as necessidades e interesses de autores, editores primário e secundário, bibliotecas, universidades, governo federal, usuários da literatura científica e público em geral?

Steven: A política de acesso public deveria: 1) ser obrigratória e não voluntária; 2)utilizar o mais curto período de embargo, não maior do que seis meses; 3) aplicar-se às versões finais do manuscrito do autor, revisto por pares, ao invés da versão publicada, exceto se o editor consentir no acesso livre à versão publicada; 4) exigir o depósito do manuscrito em um repositório apropriado (central, temático ou institucional) de acesso livre imediatamente após a sua aceitação para publicação, onde permaneceria inacessível até que se expire o período de embargo; 5) evitar problemas de direitos autorais, exigindo que os beneficiados de recursos federais, quando publicar artigos decorrentes de pesquisa financiada pelo governo federal, devem manter o direito de dar ao organismo competente uma licença não-exclusiva para distribuir uma cópia de acesso público de seu manuscrito revisado por pares.

Existem dois compromissos para proteger o editor: 1) o período de embargo ou atraso antes que o governo libere a sua cópia de acesso público, e 2) o uso do manuscrito do autor e não da versão do artigo publicada na revista. Durante o período de embargo, os editores terão o direito exclusivo de distribuição to texto revisado por pares e, durante o período de vigência dos direitos autorais, terão o direito exclusivo de distribuir a edição publicada deste texto, algumas vezes chamado de “versão registro ” (copia-editada, formatada, paginada, e assim por diante). Com certeza, os editores permanecem livres para permitir outros tipos de distribuição, bem como, por exemplo, permitir que autores façam o imediato “auto-arquivo” dos seus artigos em repositórios apropriados de acesso livre.

Estes são compromissos porque há um forte interesse público na imediata ou o acesso não atrasado aos resultados da pesquisa financiada pelo Estado, e um forte interesse público no acesso à versão final do manuscrito contendo os resultados da pesquisa financiada pelo Estado.

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Resposta à primeira pergunta da Casa Branca

janeiro 26, 2010 · Deixe um comentário

A primeira pergunta feita pelo OSTP – Office of Science and Technology Policy é: Como autores, editores primário e secundário, bibliotecas, universidades e governo federal contribuirão para o desenvolvimento e divulgação de documentos revisados decorrentes de verbas federais agora, e como isso pode mudar com uma política de acesso público?

A resposta do reitor da Universidade de Harvard, Dr. Steven Hyman, segue abaixo:

Uma política de acesso público não reduzirá a necessidade por editores ou serviços que eles executam. Apenas impedirá que os frutos do nosso grande investimento em pesquisa fiquem presos aos editores, os quais dão acesso apenas a usuários pagantes. A política estabelecida pelo NIH, por exemplo, não atropelou os editores e nem a revisão por pares. Ela promove o acesso público a artigos revisados por pares e aceitos para publicação por editores independentes (setor privado ou não governamentais).

Se os editores acreditam não poder se dar ao luxo de permitir que cópias de artigos publicados em suas revistas não podem ser liberados para acesso público, eles não precisam publicar os artigos de pesquisadores financiados pelo governo. Até a presente data, no entanto, parece que os editores não tomaram nenhuma decisão nesse sentido, como resposta à política estabelecida pelo NIH. Assim, os autores/pesquisadores financiados pelo governo federal estão livres para submeter os seus trabalhos a revistas de sua escolha. Além disso, o acesso público dá aos autores maior visibilidade e maior impacto às pesquisas.

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Harvard responde à Casa Branca

janeiro 26, 2010 · Deixe um comentário

O reitor da Universidade de Harvard, Prof.Dr. Steven E. Hyman, encaminha carta ao Escritório de Políticas em Ciência e Tecnologia da Casa Branca (OSTP) contendo respostas às questões formuladas recentemente sobre a política de acesso livre. Trata-se de uma longa carta, na qual o reitor da Universidade de Harvard além de explicar detalhadamente o acesso livre e suas estratégias, defende e apóia fortemente o acesso livre ao conhecimento científico. Na carta o reitor apresenta respostas às 9 questões formuladas pelo OSTP.

Um ponto interessante da carta é o fato de o Dr. Steven mostrar que o documento a ser depositado nos repositórios institucionais ou temáticos deve ser o manuscrito do autor, revisado por pares, e não a versão final publicada nas revistas científicas. Este fato diminui a resistência dos editores com relação ao acesso livre. Leia mais clicando aqui.

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2010 está chegando …

dezembro 30, 2009 · Deixe um comentário

Meus prezados leitores, mais um ano se vai e mais um ano se aproxima. Este é um momento de renovação das nossas esperanças e também um momento de reflexão. Segundo os meus interlocutores 2010 será o ano do acesso livre!! E espero que 2010 seja também o ano do acesso livre para o Brasil!!!

Aproveito esta oportunidade para agradecer a todos vocês pelo prestigio que nos deu acessando e navegando este blog e também para desejar-lhes um Fantástico 2010!!!

Hélio Kuramoto

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Passados 2 anos do mandato do NIH, vejam os resultados

dezembro 29, 2009 · Deixe um comentário

O percentual de pesquisas financiadas pela NIH, que se encontra em acesso livre, após dois anos do estabelecimento do mandato é de 41% para os pesquisadores externos e de 50% para os pesquisadores internos. Os números estão definitivamente crescendo,  mas o número deveria ser de 100% em 1 ano, não é verdade?  Esta edição do Dramatic Growth ilustra, de forma rápida, como podemos começar a descobrir quem foi desobediente e quem não foi, para ajudar os autores a cumprirem este requisito simples dos nossos generosos financiadores de pesquisa.

Aqui estão alguns números que indicam taxas de adesão às políticas de acesso livre (OA)  para algumas revistas.  É importanbte notar que esta não é uma amostragem representativa, uma vez que são apresentados apenas alguns títulos selcionados aleatoriamente a partir de sites dos editores:

  • PLoS Medicine: 100%
  • BMC Cancer: 100%
  • American Journal of Epidemiology: 95%
  • Addictive Behaviors (Elsevier): 37%
  • American Heart Journal (Elsevier): 22%
  • Annals of Surgical Oncology (Springer): 12%
  • Breast Cancer Research and Treatment (Springer): 9%

Por falar em obediência, há mais de 1,6 milhões de livros fornecidos  sob os princípios OCA (Open Content Alliance) ou o domínio público.

Um olhar em direção a 2010, prevê que muito provavelmente, o maior periódico acadêmico ou científicos será de acesso livre, o premiado PLoS One.  OA mandato mania tem a certeza de continuar ~ não são apenas discussões em andamento em muitas universidades e departamentos, mas agora temos um conjunto substancial e crescente de modelos e benefícios provenientes de um mandato OA ~ tais como maior impacto e presença na web ~ e tornar-se  mais óbvia, inspirando ainda mais mandatos. FRPAA (Federal Research Public Access Act) está na lista para os E.U.A caminhar repidamente para um governo aberto em muitas frentes.

Diante das evidências, não há necessidade de esperar pelo ano novo para tomar a sua decisão, porque não aderir,  hoje,  às iniciativas do Acesso Livre?
Fonte : Blog The Imaginary Journal of Poetic Economics

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Repositórios de acesso livre, uma opção para as suas férias

dezembro 29, 2009 · Deixe um comentário

Há uma abundância de leitura de férias em todos os mais de 1.500 repositórios como registrado por OpenDOAR.

Scientific Commons, agora mais de 32 milhões de publicações, cresceu mais de 8 milhões de itens em 2009; isto significa, mais de 20 mil publicações por dia.

Atualização de 15 de dezembro: BASE pode agora ser o maior motor de busca em termos de depósitos, veja este gráfico para números BASE (graças a Dirk Pieper).

Outro dado importante,  E-LIS, um repositório temático na área de Ciência da Informação, ultrapassou recentemente um importante marco de mais de 10.000 itens.

Fonte: Blog The Imaginary Journal of Poetic Economics

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Revistas científicas de acesso livre: forte crescimento

dezembro 29, 2009 · Deixe um comentário

O número de periódicos de acesso livre também experimenta um forte crescimento. O Directory of Open Access Journals (DOAJ),  atualmente com 4.400 títulos, adicionou mais de 700 títulos no ano passado, ou cerca de 2 títulos por dia.  Fonte:  Blog  The Imaginary Journal of Poetic Economics

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2009: Incrível crescimento das iniciativas de acesso livre no mundo

dezembro 29, 2009 · Deixe um comentário

Enquanto o crescimento das iniciativas de  acesso livre continua se consolidando em todos os aspectos, a história do ano de 2009 e, especialmente, do seu último trimestre nos leva a um salto exponencial no número de  políticas mandato de acesso livre, em especial as políticas institucionais e departamentais.

No ano passado, os mandatos institucionais (como registrado no ROARMAP) mais que triplicou, de 25 a 79. Quase a metade desse crescimento veio na semana passada, a partir de apenas um país – a Finlândia, com o anúncio recente de políticas mandato de acesso aberto em todas as 26 universidades de ciências aplicadas da Finlândia, como relatado por Peter Suber sobre Open Access News. Atualização de 13 de dezembro: Alma Swan atualizou o seu gráfico sobre o crescimento do númro de mantados  OA. Note que os nossos números são ligeiramente diferentes, dado que nós incluímos os mandatos de teses no total, e a Alma não.

Fonte:  Blog The Imaginary  Journal of  Poetic Economics

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