Unesco apóia o Acesso Livre

No início de agosto, o blog EPT (“Electronic Publishing Trust for Development”) publicou matéria com o título deste post. Veja, abaixo, uma breve tradução do referido anúncio.

O recente anúncio da UNESCO, tornado público pela EPT Trustee Daisy Ouya (atualmente trabalhando com a UNESCO em Paris), diz: A Unesco promove e apóia o Acesso Livre – a disponibilidade em linha da informação acadêmica para todos, livre da maioria das barreiras de licenciamento e direitos de autor – para o benefício do fluxo global do conhecimento, inovação e desenvolvimento sócio-economico. E, além disso, declara: “A informação acadêmica ou científica é o maior resultado do pesquisador, assim como, o mais importante recurso da inovação tecnológica”.

A Unesco não apenas apóia, mas também promove o Acesso Livre. Trata-se do mais importante avanço, pois a Unesco tem o poder de divulgação para informar e apoiar pesquisadores em todas as regiões do mundo, e particularmente, aqueles países com restrições econômicas. Há uma grande expectativa de que este anúncio possa estimular outras organizações internacionais a adotarem semelhante abordagem de apoio e promoção do livre intercâmbio de informação científica . Na prática, espera-se que os programas da UNESCO concentrem-se no desenvolvimento de baixo custo de Repositórios Institucionais em centros de pesquisas, de forma que estes possam arquivar e tornar a sua produção científica disponível livremente, proporcionando visibilidade internacional para as suas pesquisas e assegurar a sua incorporação na base de conhecimento global.

Veja mais aquí.

Palestra na UFMG

Na semana passada, apesar de ainda estar me restabelecendo, concordei em fazer uma palestra na Universidade Federal de Minas Gerais, sobre o acesso livre. Foi convidado pela Profa. Maria Aparecida Moura, que está à frente de projetos de divulgação científica naquela universidade e tem interesse em desenvolver e implantar lá um repositório institucional. O título da minha apresentação foi:

E-science10 = E-science90 + Open Access + Open Data

O 10 no primeiro E-science refere-se ao conceito de E-science em 2010 e, o 90 em E-science90 remete ao conceito de E-science nos anos 90.
Além da palestra, tive oportunidade de participar de reuniões para esclarecimentos relacionados a TI, repositórios, bibliotecas digitais. Enfim, foi um momento muito rico e que me fez relembrar bons momentos vividos nos anos de 2001 e 2002, quando lá estive como pesquisador visitante. Fico bastante agradecido à Profa. Maria Aparecida por estes momentos em que pude rever amigos e relembrar de momentos tão agradáveis e alegres. A palestra pode ser vista e descarregada aqui.

Open Access e Open Data no Boletin Foro e-Gobierno OEA

Meus caros leitores, estive nestes últimos 50 dias fora do ar devido a um pequeno acidente jogando tênis, no qual fraturei a minha coluna. Mas, nada que preocupe, apenas fiquei de repouco e, assim, não pude interagir muito e nem postar matérias em meu blog. No entanto, neste ínterim atendi a uma solicitação de entrevista do jornalista José Luis Tesoro, que pode ser lida no boletim Foro e-Gobierno OEA. Trata-se de um informativo interessante para a região, no qual são tratados temas relacionados a e-gov como o próprio título do boletim indica. Especialmente, neste número, o boletim trata da abertura de dados governamentais, incluindo os temas Open Access e Open Data, dois assuntos importantes para a região e, que espero, possa estimular iniciativas por parte dos dirigentes da comunidade científica e tecnológica regional. Portanto, não deixem de lê-lo.

II EIDEC

Desculpem-me pela falha, esqueci de dar as coordenadas deste evento. O
IIº Encuentro Iberoamericano de Editores Científicos (EIDEC 2010) está sendo organizado pelo Centro Argentino de Información Científica y Tecnológica (CAYCIT) e pela Biblioteca Nacional. Este evento será realizado em Agüero, 2502 na Ciudad Autónoma de Buenos Aires, nos dias 11e 12 de novembro de 2010. Para maiores detalhes visite o sítio do evento: http://eidec.caicyt.gov.ar/index.php?option=com_content&view=frontpage&Itemid=15

II EIDEC: oportunidade para integrar a comunicação científica regional

O Segundo Encontro Latino-Americano de Editores Científicos (EIDEC 2010) abordará diferentes aspectos relativos à comunicação científica no conexto Iberoamericano, o seu posicionamento na região e sua articulação com instituições gestoras em ciência e tecnologia. As revistas científicas desempenham papel estratégico não só para a divulgação de ciência, mas, também desempenha forte impacto sobre o processo de geração do conhecimento. Nessa perspectiva, este evento dará ênfase aos seguintes temas: 1) política editorial, 2) o impacto das publicações regionais no processo de avaliação científica, 3) destacar as iniciativas locais que facilitem o acesso aberto à literatura científica e 4) os progressos das edições eletrônicas em instituições acadêmicas e de gestão de ciência; 5) aspectos de tratamento urgente na área legal, inerentes direitos de autor, co-autoria e de outros relacionados; e 6) debate sobre indicadores científicos, citações e índices em termos do seu impacto sobre o posicionamento das publicações locais. Neste contexto, este evento irá também propor um fórum para o diálogo entre os editores nacionais, promovendo assim a análise dos temas que dizem respeito diretamente aqueles que enfrentam o desafio de hoje, manter um alto nível de publicação científica.

Acesso Livre a materiais educacionais

Contadora de história x história única

Surgem as primeiras políticas institucionais de informação

É com muito alegria e satisfação que anuncio as duas primeiras políticas institucionais de informação dentre todas as universidades (33) que foram agraciadas com o kit tecnológico para a construção de seus repositórios institucionais (RI). Recebí hoje por intermédio de mensagens da Profa. Angélica C. D. Miranda, professora do Instituto de Ciências Humanas e da Informação da Universidade Federal do Rio Grande e do dr. Rodrigo Cutri, assessor da Pró-feitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Extenção do Centro Universitário da Fundação Santo André, a comunicação de que as suas políticas estavam aprovadas.  Trata-se dos primeiros frutos de um esforço realizado em 2009.  Estão de parabéns a Universidade Federal do Rio Grande e o Centro Universitário da Fundação Santo André.

Somado a esta notícia, o Dr. Rodrigo Cutri nos informou também que o seu RI está implantado. No caso da Universidade do Rio Grande o processo de implantação do RI encontra-se em desenvolvimento e, em breve teremos também mais um RI brasileiro, aliás, creio eu, mais algusn RI brasileiros. À todos os meus sinceros agradecimentos. Espero, em breve anunciar mais PII e RI implantados.

A Universidade de Los Andes estabelece seu mandato de acesso aberto

Mais uma excelente contribuição às ações de acesso livre, no mundo,  é dada por uma universidade latino-americana. Trata-se da Universidade de Los Andes (ULA), em Mérida – Venezuela. Soube, hoje, desta excelente contribuição por intermédio de um email encaminhado pela colega Dominique Babini, Corodenadora da Red de Bibliotecas Virtuales de Ciencias Sociales de América Latina y el Caribe de la red, à lista de discussão LLAAR. Vejam o mandato clicando aqui.

No Brasil, as coisas parecem caminhar lentamente, pois, sei que em muitas universidades as suas política institucionais de informação já estão bem encaminhadas, enfrentando, no entanto, problemas de agenda para a sua aprovação nos seus respectivos conselhos universitários. Com o propósito de acompanhar essas políticas, lançarei, hoje, dentre as colunas à direita do meu blog, um tópico com o título de Políticas & mandatos. Acompanhem. Aproveito a oportunidade para solicitar aos leitores deste blog que, tão logo saibam de algum lançamento de mandato ou política de acesso livre na América Latina, me façam saber.

Acesso Livre a 10 terabytes de patents e marcas

Quando se fala de acesso livre, normalmente, pensamos no acesso livre a artigos publicados em revistas científicas. Existe, no entanto, o acesso livre a dados, tanto a dados brutos de pesquisa, quanto a dados de patentes e marcas. O acesso livre não se refere apenas à informação científica, mas também à informação tecnológica. O exemplo deste post corrobora com este ponto de vista. Veja, abaixo, o anúncio do Google:

“Quando lançamos o Google Patent Search, em 2006, queríamos facilitar às pessoas entenderem o mundo das invenções, seja navegando em patentes curiosas quanto pesquisando  engenharia séria. Recentemente, nós também trabalhamos em uma série de facilidades de busca em dados de pesquisa provenientes de projetos de pesquisa financiados com recursos públicos, bem como em facilidades experimentais como o Public Data Explorer.

Há muitos lugares para procurar por patentes individuais – US Patent and Trademark Office e Google Patent Search são dois exemplos. Mas às vezes isso não é suficiente. Se você está tentando identificar tendências em matéria de inovação à longo prazo ou analisar todas as patentes relevantes para o seu invento, ele ajuda a ter todos os dados de patentes em mãos. Por exemplo, PatentLens de Cambia, organização sem fins lucrativos, que desenvolve uma análise tópica de informações sobre patentes, e eles só podem fazer isso com um conjunto completo de dados. Outros já experimentaram com uma variedade de conjuntos combinados de dados  em linha, tais como um mapa interativo que mostra os estados mais inovadores.

O problema é que uma grande quantidade de informações – da ordem de terabytes – e só poderia ser transferido, no passado, por meio de um DVD ou outros tipos de suportes com alta capacidade de armazenamento. Mas, com conexões de banda larga em ascensão, tanto  USPTO, quanto Google acham que é hora de ajudar as pessoas a baixar esse volume de dados diretamente.

É por isso que estamos orgulhosos de anunciar que USPTO e Google fornecem esses dados  livremente, veja o link http://www.google.com/googlebooks/uspto.html. Isso inclui todas as marcas e patentes concedidos, e aplicações publicadas – com texto completo e imagens. E no futuro nós estaremos fornecendo mais dados disponíveis, incluindo histórias de arquivos e dados relacionados.

Estamos ansiosos para continuar a trabalhar com o USPTO e outros organismos públicos para ampliar o acesso aos dados públicos. Leia o comunicado de imprensa oficial do USPTO aqui.” . Fonte: http://googlepublicpolicy.blogspot.com/