Blog do Kuramoto

Este blog se dedica às discussões sobre o Open Access (OA)

Novo prazo para submissão de trabalhos à 4a. CONFOA

Foi estendido o prazo para submissão de trabalhos à 4a. Conferência  Luso-Brasileira sobre Acesso Aberto. Recebí, hoje, dia 1. de Maio de 2013, a informação de que o prazo para submissão de trabalhos ao 4. CONFOA foi estendido para o dia 10 de Maio de 2013. Portanto, colegas, trata-se de uma ótima oportunidade para submeter os seus trabalhos ao referido evento, em  conformidade com  a lista de temas definida pela organização daquele evento.

maio 2, 2013 Publicado por | artigo | , , , , | Deixe um comentário

O PLS 387/2011 enfrenta momento de grandes expctativas

O PLS 387/2011 que foi submetido à CCT – Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática, no dia 05 de julho de 2011, portanto, há longínquos, praticamente, 2 anos só agora começa a efetivamente se movimentar, teoricamente, em direção à sua aprovação. No dia 25 de março de 2013, o Senador Cristóvam Buarque devolveu à CCT o seu relatório favorável com emendas favoráveis à aprovação do referido PLS.

No dia 11 de abril de 2013, essa matéria foi incluída na pauta da reunião da CCT, que foi agendada para o último dia 16 de abril de 2013. Na audiência, realizada no dia 16 de abril de 2013, o Senador Cristóvam Buarque realizou a leitura do seu parecer/substitutivo e, em seguida, a senadora Angela Portela pediu vistas e treria um prazo de 5 dias para devolvê-lo à CCT.

No último dia 23 de abril de 2013, realizou-se uma nova reunião, na qual foi adiada a deliberação da referida matéria. Sabemos, outrossim, que será realizada uma Audiência Pública, com data ainda a ser definida e da qual devo participar para apresentar as razões que motivaram a submissão desta matéria ao Senado  Federal.  Enfim, não se sabe ainda, exatamente, o que motivou esse pedido de vistas. Em contato com os assessores da referida senadora, soube que o fato de a matéria tratar de uma questão muito específica, dado que se trata da disseminação da produção científica, algo muito específico e que diz respeito, especialmente, à comunidade científica brasileira, houve uma certa dificuldade por parte dos parlamentares que não estão acostumados com esse tipo de questão. Destas dificuldades, surgiu o interesse em se realizar uma Audiência Pública para discutir mais e amplamente essa questão com o propósito de levar aos parlamentares um maior e melhor conhecimento  sobre esse tipo de informação.

Obviamente, coloquei-me à disposição para quaisquer esclarecimentos e, também, ofereci uma lista de nomes que poderiam participar dessa Audiência Pública para apresentar e discutir as principais questões envolvidas nessa matéria. Assim, sugerimos a participação de um pesquisador, neste caso, sugerimos os nomes dos  profs. Piotr Trzesniak e Ennio Candotti (vice presidente da SBPC), e de um especialista em direitos autorais e, neste caso, sugerimos o nome da colega Bianca Amaro de Melo do IBICT. Sugerimos também o nome de uma especialista em ciência da informação e biblioteconomia, a profa. Dra. Sueli Mara Soares Pinto Ferreira, diretora do sistema de bibliotecas da USP e, também, o nome de uma representante de uma instituição hospedeira de repositórios institucional. Neste caso específico, sugeri o nome de Caterina G. Pavão que administra o repositório institucional da UFRGS.

Estamos, desta forma, no aguardo da programação e agendamento da referida Audiência Pública para discutir e defender o PLS 387/2011.

abril 30, 2013 Publicado por | artigo | , , , , , , , , | Deixe um comentário

UNESCO apoia as iniciativas de Acesso Livre

Foi publicado, hoje, dia 26 de abril de 2013, no sítio SciDev Net, um matéria intitutulada “UNESCO compromete apoyo a iniciativas de acceso abierto”, que passo a publicar neste blog, em português. Vejam:

“Em reunião realizada na cidade de Kingston, Jamaica, nos dias de 5 a 8 de março, passado, a UNESCO comprometeu-se a apoiar a promoção do Acesso Livre na América Latina e no Caribe, assim como as políticas para promover o Acesso Livre e aberto aos resultados de pesquisas científicas.

Cerca de 40 especialistas provenientes de 23 países da região (11 do Caribe, 8 da América do Sul e 4 da América Central), assistiram à Primeira Consulta Regional da América Latina e do Caribe sobre o Acesso Livre à Informação e à Pesquisas Científicas, que  se constituiu na plataforma para o debate e a formulação de propostas de acesso livre na região.

A partir do compromisso da Unesco, realizou-se  a chamada entre os dias 12 e 18 de abril para fornecer o financiamento complementar a materiais de sensibilização sobre o acesso livre e a organização de semanas de acesso livre em 2013, em países da região.

“O recurso  [para financiar cinco projetos] será dedicada com base no mérito e no nível de inovação das propostas”, disse Bhanu Naupane à SciDev.Net, especialista de programa da Divisão de Sociedades do Conhecimento da Unesco.

Durante a consulta regional foi apresentado as iiniciativas OA de cada país.  As experiências dos países mais avançados, como a Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba e México  constituíram-se em exemplos para aqueles  países que aderiram, mais recentemente, às idéias  do OA, disse a SciDev.Net, Dominique Babini, responsável pelo Programa de Acesso Livre ao Conhecimento do Conselho Latino-americano de Ciências Sociais (CLACSO) e pela palestra.

Em sua declaração final, os participantes exaltaram os benefícios de se ter o acesso à informação sobre o avanço da pesquisa e da inovação, além de identificar a pouca sensibilização e as complexas políticas dos países como as barreiras que impedem a livre circulação da ciência.

Propuseram ações para gera mais consciência na região sobre sua utilidade como o desenho de uma imagem e de estratégias de comunicação.

Ao mesmo tempo, recomendarma que o desenvolvimento de políticas de ciência, tecnologia e inovação inclua o acesso livre em sua infraestrutura e orçamento, assim como normas de acesso livre a livros eletrônicos com resultados  das pesquisas científicas.

Revistas e artigos científicos e acadêmicos avaliados por pares , teses de doutorado, livros e informes de pesquisa, são outros produtos que os participantes quiseram ter disponíveis  na via Dourada (revistas) e na via Verde (repositórios digitais) de acesso livre.

SciELO com 1051 revistas científicas, RedaLyc com 808 e Latindex com referências a 5025 revistas eletrônicas, fazem parte da via Dourada que cumprem com um papel protagonista na região e “contribuem para melhorar o controle de qualidade das revistas científicas da região”, explicou Babini.

Na via Verde, a região conta com 223 repositórios digitais, principalmente, correspondente a teses e artigos de revistas, além de livros e um número crescente de coleções em multimídia.”

abril 26, 2013 Publicado por | artigo | , , , , , , , , | 1 Comentário

Terceira oportunidade para submeter trabalhos ao CONFOA 2013

Prezados leitores, tenho a satisfação de informar que será dada uma nova oportunidade aqueles que desejarem participar do CONFOA 2013, foi ampliado o prazo para submissão de trabalhos, veja mais no link Divulgação de Cursos & eventos. Aproveite esta nova oportunidade e submeta o seu trabalho até o dia 03 de maio de 2013.

abril 24, 2013 Publicado por | Sem categoria | Deixe um comentário

O PLS 387/2011 foi apreciado em reunião da CCT

Ontem, dia 16 de abril de 2013, o senador Cristovam Buarque apresentou o seu parecer sobre o PLS 387/2011, que trata da implantação de Repositórios Institucionais nas universidades e institutos de pesquisa brasileiros, assim como, da obrigatoriedade de pesquisadores/professores dessas instituições depositarem uma cópia da sua produção científica nesses repositórios. O parecer foi favorável. No entanto, a senadora Angela Portela (PT-RR) pediu vistas,  que foi concedido pelo presidente da comissão.

Dessa forma, a referida senadora terá o prazo de 5 dias para deliberar o seu voto. Não se sabe os motivos pelos quais a referida senadora pediu vistas. Não sabemos a razão dessa atitude. Mas, pode ser resultado de um lobby promovido pelas editoras científicas comerciais. Ou de outros setores da sociedade civil lutando em favor dessas editoras em detrimento dos interesses da nação brasileira. Não há outra explicação, uma vez que os resultados desse PLS se revertem em beneficio da comunidade científica brasileira, além de proporcionar economia ao estado brasileiro.

Considerando que, os EUA já se posicionou plenamente à favor das estratégias preconizadas pelo Open Access e pelo Open Data, pois, desde 2007 quando aprovou uma lei que estabelecia que o NIH – National Institutes of Health deveria promover o acesso livre aos resultados das pesquisas financiadas por aquela agência de fomento e, mais recentemente, no último dia 22 de fevereiro, quando publicou um memorado estendendo essas determinações ao restante das agências de fomento americanas e, da mesma forma, estabelecendo as iniciativas do Open Data, e, que os EUA é um dos países mais desenvolvidos e um dos maiores responsáveis pelo avanço da ciência e da tecnologia, no mundo, fica difícil entender a atitude desta senadora. A única explicação plausível para essa atitude é que as grandes editoras científicas estejam se posicionando, pois, são as maiores interessadas em que o Brasil fique dependente dessas revistas e invista cada vez mais nas mesmas para divulgação apenas pelo Portal de Periódicos da Capes, que custa, hoje, ao País, mais de 80 milhões de dólares, recurso que poderia estar sendo aplicado em outros setores da sociedade, como educação básica e saúde.

Se os EUA, os países europeus e alguns outros países dos demais continentes já optaram por buscar uma forma mais barata para promover o acesso à informação científica, porque o Brasil opta por adotar a solução mais cara para acessar a informação científica?  Não se pode esquecer que a Argentina, nosso vizinho, já teve uma lei similar aprovada pela sua Câmara dos Deputados e, agora, a mesma se encontra no senado argentino. Aliás, é bom que se diga, a lei argentina, além de promover o acesso livre ä informação científica, vai  mais além, ela promove também o Open Data ou Dados Abertos, ou seja, além de promover o acesso livre à produção científica, ela promove o acesso livre aos dados de pesquisa. Ao articularmos o PLS 387/2011, optou-se por apenas, nesse primeiro momento, promover o acesso livre à produção científica e depois buscar promover o acesso livre aos dados de pesquisa, pois, tínhamos receio de criar dificuldades maiores à aprovação do referido projeto de lei. No México também, recentemente, foi divulgado neste blog, que uma lei estaria sendo apreciado pelo senado daquele país.

Portanto, é chegado a hora de o País decidir sobre buscar o seu desenvolvimento científico e tecnológico utilizando um mecanismo que promove maior acesso à informação científica e maior visibilidade à sua pesquisa, ou, utilizando mecanismos mais onerosos e que limita a visibilidade da sua pesquisa, que é financiada com recursos provenientes dos impostos que a sociedade civil brasileira paga. Então, cabe aos cidadãos brasileiros pronunciar-se à respeito, ou ficaremos novamente à mercê das indústrias estrangeiras? O que o PT teria a nos dizer

abril 17, 2013 Publicado por | artigo | , | 4 Comentários

Surge uma alternativa apoiada pela comunidade de CI para a próxima direҫão do IBICT

Desde o dia 1. de abril próximo passado, estou aposentado, após longos 30 anos como servidor do IBICT. Neste momento, acaba meu vínculo como funcionário daquele instituto. Aproveitando este momento, estou divulgando, neste blog, na seção Posts Diversos, que aliás, inaugura-se exatamente com este post que lhes apresento.

Para aqueles que não estão acostumados a navegar por este blog, basta olhar para o cabeçalho deste blog. Ao lado, na primeira linha, onde se vê o título deste blog, “Blog do Kuramoto”, o leitor poderá identificar uma linha com uma série de títulos de seções deste blog: Home Divulgação de Cursos & Eventos Perfis Posts diversos Sobre. Portanto, basta clicar no link “Posts diversos” e os senhores terão acesso à página desta nova seção.

abril 6, 2013 Publicado por | Sem categoria | 6 Comentários

Eventos em CI

Já faz algum tempo, criei uma página neste blog para divulgar cursos e eventos, na área de CI. Criei esta página no blog para dar vazão a pedidos que colegas me fazem, eventualmente, com o propósito de divulgá-los à nossa comunidade. Portanto, trata-se de um serviço gratuito e tenho feito para melhor divulgar esses eventos. Procuro sempre não inserir esses anúncios entre as matérias que publico, pois, dou prioridade à divulgação de iniciativas relacionadas ao OA. Trata-se, portanto, de um serviço de utilidade pública para a nossa comunidade.

abril 5, 2013 Publicado por | artigo | , | Deixe um comentário

Novo ranking mundial de universidades e de repositórios institucionais

O ranking de universidades  e de repositórios institucionais é construído e mantido pelo Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC), que abriga o CybermetricsLab, órgão responsável por elaborar o acompanhamento das universidades e repositórios institucionais em todo o mundo, portanto, órgão responsável pelas informações veiculadas nos sítios: http://www.webometrics.info/en/world, onde a USP aparece em 19. lugar entre todas as universidades no mundo. Assim como no sítio: http://repositories.webometrics.info/en/world, onde a USP aparece em 8. lugar com o seu repositório de teses e dissertações.  À USP os nossos parabéns! Isto mostra a importância que a manutenção de um repositório tem no processo de classificação das universidades nesses rankings elaborados pela Cybermetrics Lab.

Outra universidade digna de receber os nossos cumprimentos é a UFRGS, cujo repositório (LUME) aparece em 27. lugar. Outra universidade que foi também classificada entre as 150 primeiras universidades desse ranking é a UnB, que aparece em 111. lugar, com o seu repositório institucional RIUnB. Nessa classificação, aparece também a Universidade Federal do Paraná, com a sua biblioteca digital de teses e dissertações, em 123. lugar. A UFSC aparece em 206. lugar com o seu repositório institucional e a EMBRAPA aparece em 247. lugar com o seu repositório ALICE. É importante salientar que de todas essas organizações, apenas a EMBRAPA e a UFPr não tiveram seus repositórios estimulados com recursos do IBICT.

março 26, 2013 Publicado por | artigo, Fontes de Informação OA | , , | 1 Comentário

Cada país com o seu ritmo e agilidade

No último mês de fevereiro, tivemos a oportunidade de perceber diversas iniciativas em direção à adoção do OA, Open Access, e do OD, Open Data, em diversas partes do globo terrestre. Nos EUA, o governo americano fez publicar um memorando estendendo as medidas adotadas pelo NIH – National Institute of  Health a todas outras agências de fomento americanas. No mesmo mês foi realizado, um seminário, na Universidade do Minho, o UMinho Open Science Seminar, onde foram apreciados o desenvolvimento dos projetos OpenAire e MedOANet, projetos que implementam as duas estratégias do OA nos países europeus. Da mesma foma, países como a Austrália regulamentaram as estratégias do OA para sua principal agência de fomento, a ARC – Australian Research Council, no início de 2013.

No Brasil, recebí, esta semana, a notícia de que a Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática apreciará na próxima semana o PLS 387/2011. Aliás, aproveito para agradecer pelo acompanhamento e atuação dos assessores do senador Cristóvam Buarque, Armênia Oliveira Ribeiro e Ivonio Barros Nunes, os quais vêm acompanhando de perto o encaminhamento da referida matéria.

março 26, 2013 Publicado por | artigo, Mandato OA | , , , , , | Deixe um comentário

México se une ao rol de países que estão implantando o Acesso Livre (OA)

O ano de 2013 revela-se um ano pródigo para o Acesso Livre ao Conhecimento Científico, ou simplemente OA, pois ações em prol do Oa vêm  se consolidando em todos os cantos do planeta.

Esse ano foi realizado, ao final do mês de fevereiro, próximo passado, o evento na Universidade do Minho, UMinho  Open Access Seminar, onde foram discutidos e avaliados os projetos MedOAnet e OpenAIRE. Ainda no mês de fevereiro, no último dia 22, o governo americano fez publicar um memorando estendendo as medidas aprovadas para o NIH às outras agências de fomento restantes, algo em torno de 20 agências de fomento.

Mais, recentemente, dia 13/03/2013, a senadora mexicana, Ana Lilia Herrera, encaminhou ao senado mexicano um projeto de lei que deverá promover o acesso livre ao conhecimento científico produzido naquele País, algo similar a um projeto de lei que o à época deputado federal Rodrigo Rollemberg apresentou, em 2007, aqui no Brasil e que foi arquivado em 2011 pela Câmara dos Deputados. Posteriormente, em meados do ano de 2011, com o arquivamento do PL 1120/2007 por parte daquela casa, um outro projeto de lei, similar, foi reapresentado pelo agora senador da República, Rodrigo Rollemberg, à Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática,  o PLS 387/2011.

Vejam o discurso da senadora que submeteu o projeto de apoio ao Acesso Livre ao Conhecimento Científico no México.

Enfim, praticamente, 7 anos depois da primeira iniciativa brasileira, países como os EUA, o México e blocos econômicos como a Comunidade Européia têm se preocupado com uma questão que nós já tínhamos nos preocupado no passado mas, que devido à lentidão de nossas casas legislativas, não conseguimos aprovar as medidas previamente submetidas. Até quando continuaremos à reboque daquilo que é realizado no mundo desenvolvido?  Com certeza, os países que conseguirem implementar as suas leis em favor do Acesso Livre á Informação Científica promoverão melhores condições de vida às suas populações e aos seus cidadãos.

Ao contrário, os países que se mantiverem à reboque das publicações científicas comerciais, continuarão transferindo as riquezas de seus países para os editores científicos comerciais. Ou seja, continuarão eternamente dependentes do capital externo.

março 15, 2013 Publicado por | artigo | , , , | Deixe um comentário

A via Dourada: um longo caminho ainda a percorrer

Stevan Harnad faz uma crítica ao desconhecimento de parte da comunidade científica mundial a respeito das estratégias adotadas pelo movimento OA, vejam o seu blog, em inglês. Farei apenas algumas considerações comentando parte da referido matéria (post de Harnad).

Uma questão bastante questionada por Harnad diz respeito ao fato de muitos confundirem a necessidade de uma publicação de acesso livre ter um modelo de negócio e por extensão algumas pessoas entenderem que os repositórios institucionais (RI) também teriam que ter um  modelo de negócio.

Harnad contesta esse mal-entendido dizendo que os RI não são um substitutivo das  revistas científicas tradicionais (mantidas por assinaturas), mas um complemento, possibilitando acesso livre à todos os usuários aos artigos alí depositados por pesquisadores da instituição que o mantém. Portanto, o RI é de livre acesso à comunidade científica e à sociedade como um todo.

Nessa matéria que mencionei, Harnad tenta esclarecer dúvidas e mal-entendidos existentes no seio da comunidade mundial, especialmente, naquilo que diz respeito à estratégia da via Verde.  Para Harnad, a estratégia concebida como via Verde é a mais factível e e melhor a ser adotada no contexto recente e atual. Não faz sentido a adoção da via Dourada nesse momento, além do fato de que a sua adoção precipitada envolverá em custos exorbitantes.

O que se pode depreender das palavras de Harnad, ao longo desses 10 anos, é que há uma ordem de precedência na adoção das duas estratégias (via Dourada e via Verde) em direção ao acesso livre. Primeiro, deve-se priorizar a implantação dos RI, portanto, o mecanismo principal da via Verde.  Após, consecutivamente, a esta fase, com a consolidação dos RI na maioria das instituições de ensino e pesquisa no mundo, virá a adoção da via Dourada, qdo surgirão revistas científicas de acesso livre, as quais terão um modelo de negócio consolidado diferente do panorama atual. Ao longo da referida matéria, verifica-se a importância da adoção e construção dos RI, o que no Brasil ainda se engatinha.

março 14, 2013 Publicado por | artigo | , , , , | 4 Comentários

Oportunidades de reciclagem trazidas pelo Open Access

Com a introdução das estratégias preconizadas pelo OA,  não apenas a Comunidade Científica potencializa novas perspectivas de ter acesso à informação científica mas, também os profissionais de informação tem novas perspectivas.

O OA abriu caminhos para os profissionais que detêm conhecimentos sobre a editoração de revistas científicas, assim como para os profissionais da informação que têm bons conhecimentos de organização e tratamento da informação, pois, a construção e implantação de um repositório digital exige conhecimentos provenientes dessa área. Dessa forma, não posso esquecer de divulgar o curso que a Content Mind está anunciando em seu sítio, http://www.contentmind.com.br/, Criando Repositórios Digitais com Dspace, assim como outros cursos possíveis de serem visto no link http://www.contentmind.com.br/cursos-contentmind/.

março 13, 2013 Publicado por | Sem categoria | Deixe um comentário

Notícias otimistas provenientes da Europa

Eloy Rodrigues

Eloy Rodrigues

Agradeço ao amigo Eloy Rodrigues que publicou no blog da Universidade do Minho, as últimas novidades sobre o OA na Europa e no mundo. Eloy Rodrigues faz um certo elogio ao mês de fevereiro, pelos acontecimentos, sobre as iniciativas OA realizados durante este mês, em anos diferentes. Tomo a liberdade de copiar essa breve cronologia.

Em 2002, no dia 14 de fevereiro, a Declaração de Budapeste sobre o Acesso Aberto foi tornada pública, e foi precisamente dez anos depois, para assinalar esse marco, que de novo se reuniram em Budapeste trinta ativistas do Open Access de todo o mundo, que produziram novas recomendações para promover e orientar o desenvolvimento do Acesso Livre na próxima década. E o mês de Fevereiro de 2013 irá provavelmente ter também um lugar muito especial na história do Open Access, como um mês extraordinário, em que se registaram progressos notáveis, alguns dos quais já não terão possibilidades de recuo.

Apesar de ser ainda muito cedo para afirmá-lo, e sobretudo demasiado cedo para “cantar vitória” mas, segundo Eloy Rodrigues,  é possível que a meta  discutida há um ano, em Budapeste, qdo  se comemorou os 10 anos do estabelecimento das estratégias do OA, ou seja, a de transformar o Acesso Livre como o método normal e padrão para a distribuição da literatura científica, em todas as disciplinas e em todos os países nos próximos dez anos, ficou indiscutivelmente mais aparente, e mais tangível.

O mês teve um início muito auspicioso, especialmente, na Universidade do Minho, com a realização do UMinho Open Access Seminar, que a partir do dia 14 de Fevereiro  as grandes notícias foram se acumulando. Seguem abaixo uma breve cronologia com seus respectivos acontecimentos:

  • 20 de Fevereiro – O governo alemão tornou público um pré-projeto para a revisão da lei alemã de direitos de autor (Urheberrechtsgesetz), nos termos do qual os autores de publicações que tenham sido financiadas, pelo menos com 50%, por dinheiros públicos, independentemente de qualquer licença que tenham assinado com editores, manterão o direito de disponibilizar em acesso livre essas publicações, ao fim de 12 meses da data de publicação.
  • 22 de Fevereiro – A administração Obama publica uma diretiva para expandir o acesso aos resultados da pesquisa com financiamento federal,  instruindo as agências federais de pesquisa, que tenham volumes de financiamento anual superiores aos 100 milhões de dólares, a definirem políticas de Open Acess no prazo de 6 meses. Esta diretiva surge na semana seguinte à apresentação do FASTR e é convergente aos objetivos.

Segundo Eloy Rodrigues, com tantos acontecimentos importantes,  espera-se que ao final de Fevereiro de 2013 estaremos mais próximos do acesso livre universal, em todas as disciplinas e em todos os países.  Há que aproveitar este “empurrão”, para percorrer o longo caminho que ainda temos pela frente, nos próximos meses e anos…

março 1, 2013 Publicado por | artigo | , , , , | Deixe um comentário

Maior acesso decorrente da recente medida adotada pelo governo americano

Verificamos no final desta semana que passou, a tomada de decisão do governo dos EUA em prol dos pesquisadores americanos, que visa facilitar o seu acesso à informação científica. Antes dessa decisão, os EUA, como o restante dos países que não adotaram nenhuma medida aderente aos mecanismos definidos pelo movimento OA,  eram obrigados à assinar as revistas científicas comerciais, se quisessem facilitar o acesso a essas revistas aos seus pesquisadores.

Ora, se os EUA que é uma potência econômica e científica e, se preocupa com seus pesquisadores à ponto de tomar essa decisão de enfrentar os editores científicos comerciais, porque os outros países não fazem o mesmo, buscando defender os seus pesquisadores e dando-lhes acesso a esta informação científica? É importante ressaltar, aqui, que alguns países como o Brasil e outros países da América Latina, assim como, muitos outros países, preferem pagar a esses editores e dotá-los  de um Portal de Periódicos como o Portal da Capes,  fornecendo acesso a esses periódicos científicos às suas comunidades científicas. Entretanto, isto representa um custo altíssimo, o custo de assinatura desses periódicos.

Com a decisão tomada pelos EUA, o governo americano experimentará um razoável economia na manutenção de suas pesquisas. Evidentemente que, nesse momento, não se tem qualquer número que explique esta assertiva. Isto será demonstrado em futuro próximo.  Vale à pena acompanhar. O fato importante, a observar, é que com esta decisão, os mais importantes resultados de pesquisa estarão acessível livremente, uma vez que as principais pesquisas são realizadas naquele país. Trata-se de uma ação estratégica que beneficiará não apenas os americanos mas, à todos os países, uma vez que todos os pesquisadores passarão a ter acesso a esses resultados. Portanto, mais do que uma simples vitória dos pesquisadores americanos, essa vitória virá em benefício de toda a comunidade científica mundial, porque todos terão acesso a esses resultados.

A título de exemplo, relembro a todos o caso de serviços como os fornecidos pela  BASE - Bielefed Advanced Search Engine, da Bielefeld University na Alemanha que, desde o dia 22 de novembro de 2012 vem disseminando o acesso a mais de 39 milhões de registros de artigos científicos, teses e dissertações. Esta base de dados faz coleta atualmente em mais de 2.300 repositórios ou fontes de informação e, certamente, com as medidas adotadas pelos EUA esse número crescerá, pois, as referidas medidas beneficiarão o surgimento de novos repositórios, os quais serão objeto de coleta e disseminação por meio de mecanismos como esse.

É importante, também ressaltar que os benefícios não se prendem unicamente na questão do acesso à informação mas, também e principalmente, na visibilidade da pesquisa e do pesquisador, pois, o seu trabalho terá a oportunidade de ser visitados e lidos por mais e mais pessoas. A diferença básica entre um trabalho ser disseminado por uma revista científica e constar, também, de um repositórios digital é que os trabalhos depositados em um repositório digital, potencialmente, ganha maiores possibilidades de aumentar a sua visibilidade, dado que mais pessoas terão acesso a esses trabalhos. Enquanto que, os trabalhos constantes das revistas científicas comerciais, serão visíveis e, eventualmente, lidos e citados apenas por pessoas que têm condições e ter acesso à estas revistas e, isto, todos sabemos que nem sempre é possível, visto que esses portais são de uso restrito das instituições habilitadas ou que tenham algum convênio que proporcione tal benefício. Enfim, os repositórios digitais são mecanismos mais democráticos onde quaisquer usuários que tenham acesso à Internet podem visitar, recuperar e ler os documentos alí depositados.

 

março 1, 2013 Publicado por | artigo | , , , | Deixe um comentário

Chances para se aprender a usar o DSPACE

Farei aqui um anúncio que, em princípio, sempre evitei colocar, o anúncio de um curso de Dspace, solicitado pela  minha amiga Suely de Brito Clemente Soares, que solicitou que eu divulgasse este curso no meu blog. Considerando a importância para o OA de formar mais e mais especialistas que entendam e ensinam sobre o software Dspace, resolvi abrir esta exceção.

Vejam mais detalhes sobre o referido curso:

Curso semipresencial de 30h [8 presenciais +22 on-line]
Encontro presencial em São Paulo, 6/abril (sábado)
para atividades práticas e tira-dúvidas em ambientes de testes com DSpace e Omeka
Cada aluno deverá levar seu próprio notebook
Acesso à parte teórica do conteúdo programático, assim que aluno efetuar sua matrícula,
Pagamento via PagSeguro ou depósito. Emitimos boleto em data a combinar. Aceitamos Nota de Empenho.
Compartilhe com seus contatos!

fevereiro 27, 2013 Publicado por | Evento | , | Deixe um comentário

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